Anne Frank foi uma adolescente judia alemã que se tornou uma das vítimas mais conhecidas do Holocausto após a publicação póstuma de seu diário. Nascida em Frankfurt em 12 de junho de 1929, ela passou a maior parte de sua vida refugiada com a família em Amsterdã, na Holanda, fugindo do regime nazista. Anne documentou os 25 meses em que viveu escondida em um anexo secreto antes de ser capturada e levada para campos de concentração, vindo a falecer precocemente aos 15 anos de idade.
Para escapar da deportação, a família Frank se mudou em julho de 1942 para o “Anexo Secreto”. Esse lugar ficava nos fundos da empresa de pectina de seu pai, Otto Frank. E quem ficava nesse esconderijo? Anne, seus pais (Otto e Edith), sua irmã mais velha (Margot) e mais quatro judeus.
Anne Frank ganhou um diário aos 13 anos, o caderno serviu para registrar seus medos, conflitos familiares e sonhos de ser escritora. Mas, infelizmente, eles foram descobertos pelas autoridades nazistas em 4 de agosto de 1944 após uma denúncia anônima.
Eles foram levados inicialmente para o campo de Auschwitz, na Polônia. Anne e sua irmã Margot foram movidas para o campo de concentração de Bergen Belsen, na Alemanha. Ambas mulheres faleceram de tifo entre fevereiro e março de 1945, poucas semanas antes da libertação do campo. Otto Frank (o pai de Anne) foi o único dos oito escondidos a sobreviver aos campos nazistas.
Miep Gies, uma das funcionárias que ajudavam a esconder a família, encontrou os escritos originais de Anne após a prisão do grupo. Otto Frank editou e publicou os cadernos em 1947 sob o título original holandês Het Achterhuis. Aqui no Brasil, o título foi traduzido como O Diário de Anne Frank. Esse livro é um dos mais lidos no mundo inteiro.
O lugar do esconderijo foi preservado e hoje funciona como o museu da Casa de Anne Frank, em Amsterdã.
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