Dirigido por George Stevens e estrelado por Millie Perkins, Shelley Winters, Joseph Schildkraut, Richard Beymer, Diane Baker, Gusti Huber, Lou Jacobi, Ed Wynn, Dodie Heath, Douglas Spencer, Del Erickson e Bruce Walkup.
O filme O Diário de Anne Frank (The Diary of Anne Frank), lançado em 18 de março de 1959, é a primeira e uma das mais aclamadas adaptações cinematográficas da história da jovem judia que viveu escondida durante a Segunda Guerra Mundial.
A história acompanha a vida de Anne Frank (Millie Perkins) e sua família (seus pais Otto e Edith, e sua irmã Margot). Para escapar do regime nazista na Holanda ocupada, eles se escondem no sótão secreto de um estabelecimento comercial em Amsterdã, auxiliados pelos corajosos comerciantes Miep Gies e Sr. Kraler.
O espaço reduzido é compartilhado com outra família judia, os Van Daan (Hans, Petronella e o jovem Peter), e posteriormente pelo dentista Albert Dussel. Ao longo de dois anos de confinamento, Anne registra em seu diário as tensões da convivência diária, o medo constante de serem descobertos e seu próprio amadurecimento e romance com Peter.
A produção foi amplamente elogiada pela crítica, recebendo sete indicações ao Oscar e vencendo em três categorias: Melhor Atriz Coadjuvante: Shelley Winters. Melhor Direção de Arte. (Preto e Branco) e Melhor Cinematografia (Preto e Branco).
Esse filme é baseado em fatos reais. O pai de Anne Frank (Otto Frank) escreveu o que aconteceu em fatos reais e o que encontrou no diário da filha. Durante o período em que eles ficaram refugiados, a garota registrou o que acontecia entre julho de 1942 e agosto de 1944. Mas o roteiro do filme foi adaptado de uma peça de teatro da Broadway, e não diretamente do livro. Por isso, a narrativa foca muito mais na dramatização das tensões de convivência no espaço confinado.
Vou trazer algumas curiosidades sobre o filme:
Audrey Hepburn foi a primeira escolha para interpretar Anne Frank, mas recusou o papel por trazer memórias dolorosas de sua própria vivência na Holanda ocupada e por se considerar velha demais para o papel de adolescente.
A atriz Shelley Winters doou sua estatueta do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante para o museu oficial da Casa de Anne Frank em Amsterdã, onde ela permanece em exibição.
O que eu acho desse filme? Ele é lindo, mas muito triste. Ela era muito nova para partir dessa vida da forma que foi. Particularmente não romantizo filmes de Guerra. Ainda mais quando envolve crianças, mulheres e pessoas que não tem razão nenhuma para serem envolvidas nessa Guerra.
Quando eu terminei de ver o filme, me senti um pouco mal em pensar que aquela história era baseada em fatos reais e que uma garota de apenas 15 anos teve que passar por tanta coisa ruim. Eu não desejo para ninguém o tanto de sofrimento que ela passou.
Quem tiver interesse em assistir, tem uma cópia completa no Youtube. Recomendo e muito para aqueles que gostam de história e gostam de refletir sobre a vida. Excelente filme e a atuação dos atores. Shelley Winters mereceu esse Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante.
![]()

