PF Deflagra Segunda Fase de Operação Relacionada a Fraude na Lojas Americanas.

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A fraude nas Lojas Americanas consistiu em um esquema de fraudes contábeis revelado em janeiro de 2023. Os antigos executivos são acusados de inflar artificialmente resultados e ocultar dívidas bilionárias usando contratos simulados, totalizando um rombo que hoje é estimado em até R$ 54 bilhões.

A Polícia Federal deflagrou a 2ª fase da Operação Disclosure. A Justiça Federal determinou o bloqueio de bens de até R$ 54 bilhões de executivos e acionistas investigados. Esta nova etapa mira diretamente os acionistas de referência da empresa (como Carlos Alberto da Veiga Sicupira e Paulo Alberto Lemann) e executivos de grandes bancos privados (Itaú, Bradesco e Santander), apurando se eles tinham conhecimento ou participação no esquema.

Como funcionava o esquema da fraude:

A antiga diretoria da empresa utilizava manobras contábeis integradas para inflar os lucros reais e camuflar o endividamento:

A varejista comprava de fornecedores pegando empréstimos com bancos para antecipar os pagamentos. Em vez de registrar esses empréstimos como “dívidas financeiras com bancos”, a empresa os retirava do balanço, reduzindo artificialmente a dívida declarada.

Foram criados R$ 21,7 bilhões em contratos artificiais de Verba de Propaganda Cooperada (VPC) — incentivos fictícios que fornecedores supostamente davam à marca. Isso criava um lucro inflado que não existia no caixa.

Ao simular uma saúde financeira impecável, ex-diretores recebiam bônus de desempenho gigantescos e lucravam vendendo ações supervalorizadas artificialmente na Bolsa antes da fraude vir à tona.

Desde 2025, o Ministério Público Federal formalizou denúncia contra 13 ex-diretores e ex-funcionários por crimes como manipulação de mercado e associação criminosa.

Primeiro Semestre de 2026: A Americanas anunciou o cumprimento integral de seu plano de recuperação judicial após cortar agressivamente seus custos operacionais. A varejista vendeu marcas colaterais (como Imaginarium e Puket) e fechou cerca de 22% de suas lojas físicas nos últimos anos para tentar estabilizar o caixa.

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