Falar de Patrícia Marques, ou Patrícia Marx como ela ficou conhecida é um prazer imenso para mim. Eu acompanho a sua carreira desde quando ela entrou no Trem da Alegria em 1984. Ela com seus 10 anos e eu com os meus 9. E desde então sou fã de carteirinha de seu trabalho. Ou como os jovens falam: sou fã raiz. Mas vamos falar dela… É com imenso prazer que irei resumir sua trajetória até aqui.
Patrícia Marx é uma cantora e compositora brasileira renomada. Patrícia Marx começou a cantar profissionalmente em 1983, com apenas 9 anos de idade, quando participou do programa Festival Internacional da Criança, na Rede Globo.
Na Televisão, chamou a atenção dos consagrados produtores Michael Sullivan e Paulo Massadas. Ela gravou a canção “É de Chocolate” em um dueto com o cantor mirim Luciano Nassyn. O estrondoso sucesso da música motivou a criação do grupo Trem da Alegria em 1984.
Como integrante principal do grupo, Patrícia viveu uma rotina intensa de shows, gravações de discos e participações constantes em grandes programas de auditório da época, como o Cassino do Chacrinha e Globo de Ouro. Ela ficou no grupo infantil até 1987, ano em que decidiu se desligar para iniciar a sua carreira solo e focar em projetos individuais.
Durante a passagem de Patrícia Marx pelo Trem da Alegria, as faixas que mais dominaram as paradas de sucesso e marcaram aquela geração foram:”Uni Duni Tê”, “He-Man”, “É de Chocolate”, “Piuí Abacaxi”, “Fera Neném”.
A carreira solo de Patrícia Marx começou oficialmente em 1987 (assinando inicialmente apenas como “Patrícia”) e é marcada por uma transição impressionante. Ela deixou de ser um fenômeno do pop juvenil dos anos 1980 para se consolidar como uma das vozes mais sofisticadas do pop, MPB, soul, jazz e música eletrônica.
Fase de Transição e Amadurecimento (Anos 90): Em 1994, ela adotou o sobrenome Marx. Mudou radicalmente o visual e a sonoridade, trazendo influências fortes da black music, do soul e do R&B. Na mesma década, chegou a lançar um disco exclusivo para o mercado japonês, o elogiado álbum de bossa nova Neoclássico (1992).
Fase Autoral e Experimental (Anos 2000 em diante): Patrícia passou a produzir de forma mais independente, mergulhando no nu-jazz, música eletrônica e parcerias com grandes nomes da MPB, como Seu Jorge e Ed Motta.
As músicas mais conhecidas dela na carreira solo são: “Quando Chove”, “Espelhos d’água”, “Festa do amor”, “Sonho de amor”, “Certo ou errado”, “Destino”, “Ficar com você”.
Nos dias atuais, Patrícia Marx vive o que ela mesma define como a “melhor fase de sua vida”, marcada por total maturidade, independência profissional extrema e um forte processo de autodescoberta pessoal. Lançou o aclamado álbum conceitual Nos Dias de Hoje, Esteja Tranquilo. O projeto é focado inteiramente em releituras sofisticadas com roupagem de jazz para a obra do compositor Ivan Lins.
Patrícia tem viajado com o show derivado desse álbum. Ela fez apresentações de muito sucesso e com bilheteria esgotada em palcos tradicionais, como no icônico Teatro Rival Petrobras no Rio de Janeiro. Ela está cursando a faculdade de Psicologia Social e se aprofundando nos estudos de Psicanálise.
Ela revelou que usa o conhecimento acadêmico para entender sua própria história. A cantora compara ter crescido sob os holofotes e a pressão da mídia a viver no filme “O Show de Truman”. Hoje, ela celebra ter aprendido a separar totalmente a vida pública da privada.
Patrícia está trabalhando na produção de seu primeiro livro autobiográfico. A obra promete repassar suas memórias na indústria fonográfica desde a infância, além de suas transformações internas. Ela fala abertamente em entrevistas sobre envelhecimento, liberdade e os efeitos da menopausa, afirmando sentir-se “maravilhosa” e totalmente dona de suas escolhas.
E quanto as gravadoras? Atualmente, ela não responde a grandes gravadoras. Ela mesma gerencia e direciona os rumos de sua própria carreira, escolhendo cantar apenas o que lhe traz realização artística.
Confesso que eu não tenho acompanhado sua fase atual. Mas que ouço muito suas músicas mais conhecidas tanto no Trem da Alegria quanto sua fase mais oitentista, noventista. E eu sinto muito orgulho de ter acompanhado desde o começo. Ela teve uma linda trajetória e espero que ela continue o seu trabalho. Afinal são 42 anos de carreira. E isso não é qualquer pessoa que tem. Parabéns pelos seus 52 anos de idade, minha ídola! Que Deus te abençoe e ilumine!
“Cedo demais, só 10 minutos… Cedo demais, amor me abraça… Cedo demais… eu sei, mas, fica comigo”. “Fala pra mim que me adora… Não diz adeus… Não joga fora… Todo esse amor que eu sinto por você… Antes cedo do que nunca”.
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