Aniversário de 77 Anos do Neguinho da Beija-flor.

Datas Música

Luiz Antônio Feliciano Marcondes, conhecido universalmente como Neguinho da Beija-Flor, é um dos maiores símbolos do Carnaval brasileiro e uma das vozes mais icônicas da história do samba. Nascido em Nova Iguaçu no dia 29 de junho de 1949, ele consolidou sua carreira como o intérprete oficial da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis por décadas.

Neguinho da Beija-Flor começou oficialmente a sua carreira em 1970. Ele iniciou sua trajetória na música como puxador de samba e intérprete no bloco carnavalesco Leão de Nova Iguaçu (sua cidade natal). Naquela época, no começo da década de 1970, ele ainda era conhecido profissionalmente pelo apelido de “Neguinho da Vala”.

A sua transição definitiva para o estrelato nacional aconteceu em 1975, quando ele migrou para a escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, fazendo a sua grande estreia na passarela do Carnaval carioca no ano seguinte, em 1976.

Filho de um músico, Luiz Antônio cresceu na Baixada Fluminense e ganhou seu primeiro concurso de canto aos 10 anos. O apelido inicial da sua carreira, Neguinho da Vala, foi dado por uma vizinha porque ele costumava caçar rãs em brejos e valões de Nova Iguaçu.

Sua estreia oficial no Carnaval ocorreu em 1970 como puxador do Bloco Carnavalesco Leão de Nova Iguaçu. Dotado de uma voz muito potente, ele tentou ingressar nas alas de compositores de grandes escolas do Rio, como Salgueiro, Mangueira, Portela e Império Serrano, mas foi rejeitado em todas elas.

A reviravolta em sua carreira aconteceu em 1975 devido a uma trágica fatalidade: o então intérprete da Beija-Flor, Bira Quininho, foi assassinado. Precisando urgentemente de uma nova voz, a diretoria da escola de Nilópolis buscou Neguinho.

O compositor clássico da Beija-Flor, Cabana, já havia reparado no talento de Neguinho no bloco de Nova Iguaçu e o convidou a mudar de escola. Na mesma época, o diretor de harmonia Laíla e o icônico carnavalesco Joãosinho Trinta estavam chegando do Salgueiro para a Beija-Flor. Laíla ouviu a composição de Neguinho e convenceu Joãosinho Trinta a escolher aquela música para o desfile de 1976.

Neguinho não apenas virou o intérprete oficial, como venceu a disputa interna com o samba-enredo “Sonhar com Rei dá Leão” (uma homenagem ao jogo do bicho e, curiosamente, uma referência ao seu antigo bloco). No Carnaval de 1976, a Beija-Flor surpreendeu o país e conquistou o primeiro título de sua história no Grupo Especial.

Durante as comemorações da vitória, a liderança da escola e o patrono Anísio Abraão David concluíram que “Neguinho da Vala” não era um nome adequado para o campeão do Carnaval carioca. O “da Vala” foi formalmente riscado e substituído por “da Beija-Flor”. Ali começava o casamento histórico de 50 anos que transformaria a escola de Nilópolis em uma das maiores potências do samba.

Sob a sua condução musical, a agremiação faturou 14 títulos do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Ele é autor de clássicos que transcendem o Carnaval, como “A Deusa da Passarela” (hino da escola) e “Malandro é Malandro e Mané é Mané”. Compôs e gravou “O Campeão”, popularmente conhecida como “Domingo eu vou ao Maracanã”, cantada por torcidas de todo o país.

Em 2008, foi diagnosticado com câncer de intestino. E após vencer a doença, celebrou sua recuperação casando-se em plena Sapucaí no Carnaval de 2009, momentos antes do desfile.

Realizou seu emocionante desfile de despedida no Carnaval de 2025, sendo ovacionado pelo público. Optou por deixar os desfiles devido ao desgaste físico da idade, focando agora em shows e gravações. Atualmente, o artista segue ativo se apresentando em palcos pelo Brasil e pelo mundo com sua banda, tendo sua vida retratada no documentário “Neguinho da Beija-Flor – Soberano da Avenida” no Globo play.

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