By Andréia Rodrigues
Hoje é dia de falar de um filme com uma premissa simples, contudo, que foi feita de uma forma extremamente marcante e intensa. A sinopse é a seguinte:

“Bear, um jovem tímido, usa um artefato místico chamado One Wish Willow (Salguero do desejo) para fazer sua amiga de infância se apaixonar por ele. O desejo funciona, mas o amor se transforma em uma obsessão violenta e mortal, transformando a premissa de um romance num pesadelo sufocante.“
É muito interessante pensar que essa leva de filmes originais, com histórias simples e psicologicamente intensas, são provindas de diretores jovens que estão vindo da “internet”, do Youtube e de curtas, assim como o diretor desse filme, o jovem Curry Barker (Milk & Serial, 2024 – longa metragem, The Chair – curta metragem) e de acordo com os tabloides foi convidado para trabalhar no novo Massacre da Serra Elétrica. O gênero do terror é muito prolífero em nomes e inovações para o gênero.
Vamos ao que interessa.
Parece uma história de amor adolescente no início, onde vemos Bear (Michael Johnston) treinando com uma garota, como dizer que está apaixonado por Niki (Inde Navarrette). Tem uma pegada cômica e leve, até uma pequena quebra com a morte da gata de Bear, que morre após ingerir alguns de seus remédios, que não é dito, mas, já nos leva a ver que o rapaz usa medicamentos fortes, possivelmente para depressão.

Somos apresentados aos personagens principais, para que possamos entender suas personalidades, e compreender que são todos amigos, e que a ideia de romance até o seguinte momento, parte apenas de Bear.
De forma bem comum e normal, o protagonista vai até uma loja para um cristal para Niki e encontra o “Salgueiro do Desejo” e assim como qualquer brinquedo exposto ele compra, vai embora e dentro de seu carro ele faz o desejo e quebra o graveto: “Eu desejo que a Niki me ame mais do que a qualquer pessoa”.
A partir daqui temos uma mudança de comportamento muito evidente de Niki, que de repente se apaixona completamente por Bear, mas não é uma simples paixão, não é um simples amor, é uma loucura que vai escalonando de uma forma absurda.
O que posso dizer sobre o protagonista é que até certo ponto do filme, é fácil entender que é um rapaz apaixonado e solitário, porém, com o caminhar da história ele se transforma em um abusador, em alguém que sabe que está fazendo algo errado, mas prefere continuar nessa situação para satisfazer seus desejos, sem se preocupar com o que a Niki quer.
Tem cenas que nos mostram a partir da fotografia sombria como o personagem está mal intencionado, assim como temos a personagem Niki em várias partes da película apenas no escuro, com um ar sobrenatural e maligno.

Quanto mais a trama anda, mas nos deixa ansiosos, e tensos, pensando até quando vai isso? Como isso vai acabar? E nos leva a questionar o protagonista de porque ele está fazendo tudo isso?
Tem cenas que parecem muito os clássicos atuais como Corra (2017), Fale comigo (2022), Faça ela voltar (2025) e A Hora do Mal (2025), além da criatividade inventiva e satisfatória que a obra nos leva. Mostrando que grandes películas não precisam tem um grande orçamente por trás, precisam de muita vontade do criador.
O final da obra me deixou pasma, e mesmo sabendo que estava caminhando para um desfecho pouco tradicional, me deixou surpresa. Recomendo muito!
Você já assistiu a essa obra cinematográfica, curtiu? O que você pediria para o Salgueiro do desejo?
Elenco:
Andy Richter como Carter Harper
Cooper Tomlinson como Ian
Haley Fitzgerald como Viola
Inde Navarrette como Nikki Freeman
Megan Lawless como Sarah Harper
Michael Johnston como Baron “Bear”
Diretor: Curry Barker
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Parabéns ❤️
Muito obrigada pelo comentário amiga Cláudia! Salve o Terror!