Um filme com uma grande sensibilidade mostrando um grande choque de realidades
O diretor canadense Jérémy Comte, vencedor do Oscar de melhor curta-metragem em 2019 por “Fauve”, nesse filme ele faz sua estréia em longa-metragem e realiza algo tecnicamente extraordinário.
Filme que teve sua estreia no Festival de Berlim de 2026, e está na lista da Curadoria do Festival de Filmes Incríveis 2026 do Cine Belas Artes.
Escrito por Jérémy Comte e Will Niava, o filme tem histórias interligadas de mais de uma parte do mundo, ao exemplo de filmes como “Babel”, “360”, esse filme conecta Quebec no Canadá e Acra, capital de Gana.
Divido em 3 capítulos, o filme aborda a história de dois jovens que não tem um pai na vida deles, Tony (Joey Boivin-Desmeules) que gosta de andar de Skate e mora com sua mãe em Quebec, que não sabe quem é seu pai, e Kojo (Daniel Atsu Hukporti) que perdeu seu pai afogado no mar, ele é envolvido em um mundo de gangues.
Tony vai tentar se vingar de Kojo por um golpe que deu em sua mãe (Évelyne de la Chenelière) via internet.
O filme tem uma direção muito bem realizada, aliada a uma fotografia muito competente, mostrando desigualdades sociais, com um roteiro bem distante do habitual de Hollywood, usando algo mais realista, deixando a história com pontos abertos, uma obra-prima, filme excepcional
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