O “carro conversível” visto navegando pela Baía de Vitória é, na verdade, uma embarcação homologada com visual inspirado em um automóvel esportivo de luxo, e não um veículo terrestre adaptado. A aparição da máquina surpreendeu moradores e turistas em diversos pontos da Grande Vitória, como a Curva da Jurema, o Canal de Camburi e a Ilha das Caieiras, gerando grande repercussão e debates nas redes sociais sobre as imagens serem reais ou criadas por inteligência artificial.
A embarcação em formato de carro conversível foi vista navegando pela primeira vez na Baía de Vitória na sexta-feira, 17 de julho de 2026. De acordo com o proprietário do veículo, Fabio Tinta, as primeiras navegações experimentais ocorreram ao longo daquele fim de semana (nas redes sociais e portais como o G1 Espírito Santo e A Gazeta), concentrando as aparições e os flagrantes que viralizaram entre a sexta-feira (17/07) e o sábado (18/07). Foi logo nesse primeiro dia de testes que a Capitania dos Portos realizou a abordagem para checar a documentação.
Construída em fibra, o casco reproduz fielmente as linhas de um carro conversível esportivo (lembrando marcas como Porsche ou Mercedes), mas as rodas são puramente decorativas. É equipada com um motor de popa convencional (como o Mercury 60 HP), permitindo navegar de forma idêntica a uma lancha de pequeno porte. Possui espaço interno para acomodar até 4 pessoas. Consegue atingir velocidades que variam entre 20 e 40 mph (aproximadamente de 32 a 64 km/h).
O veículo aquático foi fabricado no Sul do Brasil (em Itajaí, Santa Catarina) e trazido para o Espírito Santo pelo empresário Fabio Tinta, que atua como representante da marca. De acordo com o responsável, o objetivo de introduzir o modelo na capital capixaba é impulsionar e valorizar o potencial do turismo náutico local. Durante as primeiras navegações, o condutor foi abordado pela fiscalização da Capitania dos Portos, que atestou que toda a documentação da embarcação estava completamente regularizada para navegar.
![]()
