Beatriz Segall foi uma das maiores e mais respeitadas atrizes do teatro e da teledramaturgia no Brasil. Consagrada por sua elegância e versatilidade cênica, ela entrou definitivamente para a história da cultura nacional. Sua morte ocorreu em 5 de setembro de 2018, aos 92 anos de idade, na cidade de São Paulo.
Em 1988, Beatriz deu vida à icônica empresária na novela Vale Tudo, na TV Globo. A personagem tornou-se um fenômeno cultural e é considerada a maior vilã da história da televisão brasileira. O mistério sobre seu assassinato parou o país.
Beatriz Segall iniciou formalmente sua trajetória nos palcos e nas telas em 1950. Embora tenha feito uma participação como figurante no filme 24 Horas de Sonho em 1941, sua formação e dedicação profissional à atuação ganharam força na virada para a década de 1950.
Nascida em uma família de classe média alta no Rio de Janeiro, Beatriz enfrentou grande resistência do pai, que não aceitava ver a filha no meio artístico. Ela chegou a estudar artes cênicas e literatura na França antes de consolidar seu espaço nos palcos nacionais. Para conquistar sua independência, trabalhou inicialmente como professora de línguas antes de conseguir se dedicar plenamente às artes cênicas.
Teatro Amador: Matriculou-se no curso do Serviço Nacional de Teatro (SNT). No início, participou de peças experimentais e semiamadoras ao lado de outras jovens que também se tornariam lendas, como Fernanda Montenegro e Nicette Bruno. O espetáculo que abriu as portas do mercado profissional para ela em 1950 foi Manequim, de Henrique Pongetti. Logo em seguida, integrou a renomada companhia Os Artistas Unidos, liderada por Henriette Morineau. Também em 1950, participou do filme Beleza do Diabo (pelo qual foi premiada) e estreou nos teleteatros da recém-inaugurada TV Tupi.
Foi na capital francesa que ela conheceu Maurício Segall. Eles se casaram em 1954, momento em que Beatriz decidiu interromper temporariamente a carreira nascente para focar na maternidade, retornando aos palcos apenas uma década depois, em 1964.
Além de ter vivido a personagem Odete, Beatriz Segall também brilhou como a vilã Lourdes Mesquita em Água Viva (1980) e integrou elencos de sucessos como Dancin’ Days (1978) e Pai Herói (1979). Seu último trabalho na televisão foi na série Os Experientes em 2015.
Crise Respiratória e Pneumonia: Em agosto de 2018, a atriz passou mal em sua casa e foi internada pela primeira vez devido a uma forte crise respiratória. Ela chegou a receber alta, mas seu quadro clínico piorou rapidamente por conta de uma pneumonia. Beatriz retornou ao hospital e permaneceu internada por 15 dias antes de falecer.
O quadro de Alzheimer de início tardio não foi revelado ao público na época. A informação sobre a doença só se tornou conhecida posteriormente, quando o conteúdo de sua certidão de óbito e de seu testamento foi divulgado. Em seus últimos anos, longe das novelas diárias, a atriz saía pouco de casa e mantinha uma rotina mais reservada e silenciosa em São Paulo.
Beatriz Segall faleceu em decorrência de problemas respiratórios e complicações causadas pelo Mal de Alzheimer. Ela morreu por volta do meio-dia de 5 de setembro de 2018, aos 92 anos de idade, enquanto estava internada no Hospital Israelita Albert Einstein, na zona sul de São Paulo.
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