A atriz Alessandra Negrini se posicionou fortemente contra a demolição do Samba do Cruz, um dos mais tradicionais redutos da cultura negra e periférica da Zona Norte de São Paulo, localizado na Casa Verde. A demolição do espaço que abrigava a sede do Grêmio Esportivo Recreativo Cruz da Esperança (fundado em 1958) e que aconteceu 29 de julho de 2026, cumprindo uma ordem judicial de reintegração de posse em favor da Prefeitura de São Paulo para a construção do Parque Municipal Campo de Marte.
A atriz postou vídeos em suas redes sociais antes da derrubada definitiva e enfatizou alguns pontos muito importantes, como: a relevância do local como um território de “aquilombamento”, onde as pessoas conseguem existir, se ver e se enxergar por meio da representatividade e da cultura popular.
Ela ressaltou que a importância da instituição ia muito além das tradicionais rodas de samba, englobando projetos de assistência social e fortalecimento comunitário na Zona Norte. Ela pediu para que o público comparecesse aos atos de protestos e a fortalecer o Samba do Cruz algo que ela definiu como necessário para continuar existindo.
O clube de várzea e reduto cultural foi fundado em 1958 por trabalhadores e taxistas negros, consolidando-se como um dos principais patrimônios da história e memória negra paulistana. A destruição do espaço encerrou uma trajetória de quase 70 anos e gerou forte comoção e protestos de moradores, ativistas e outros artistas de relevância nacional, como o sambista Thobias da Vai-Vai.
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