Estonteante, premeditado, prende a atenção na expectativa de cada passo, um suspense policial de alto nível.
Cada minuto reproduzido é 1 minuto de verdade para simular o tempo real do relógio contando, encaixando a edição e direção com uma sintonia perfeita.
De maneira totalmente aleatória, Mr. Smith (Christopher Walken) e Mr. Jones (Roma Maffia) escolhem Gene Watson (Johnny Depp) para cometer um crime, e como garantia eles sequestram filha de seis anos (Courtney Chase), eles querem usar Gene com um laranja para matar a governadora da Califórnia (Marsha Mason), e dão um revolver para ele concluir a missão criminosa, caso ele não mate a governadora em 1h30m, sua filha será morta.
Gene volta de um choque que foi a morte de sua mulher, e fica emocionalmente dividido na situação, entre salvar sua filha e matar a governadora, enquanto o tempo vai passando.
Gene tenta a qualquer custo avisar autoridades o que está acontecendo, mas é vigiado de maneira consistente pelo Smith, e o pior de tudo, descobre que a maioria da equipe da governadora está envolvida nessa conspiração, o único que Gene pode contar é um engraxate deficiente (Charles S. Dutton).
Suor e desespero concentrado de maneira fenomenal, onde o detalhe técnico faz o equilíbrio da trama gerando mais suspense em cada situação, trilha sonora de suspense intensa, filme muito bem calculado.
Contra-plongée, planos abertos, câmera na mão, movimentos constantes, planos sequência, close-ups, enquadramentos nervosos, sabendo trabalhar a tensão e cálculo frenético, tons de cores frios, azuis e cinza.
Johnny Depp em uma suas melhores atuações, com olhar de esgotamento, nervosismo, ansiedade e pânico.
Christopher Walken é um vilão mais seco, equilibrando entre o estilo calmo e bravo.
Interessante que Johnny Depp e Christopher Walken atuaram em várias produções de Tim Burton.
Charles S. Dutton também se encaixa como uma peça certeira na trama, personagem deficiente muito bem construído para história em questão.
Dirigido por John Badham, no elenco também estão Bill Smitrovich, Peter Strauss, Miguel Nájera, Holly Kuespert, Edith Diaz, G. D. Spradlin, Yul Vazquez, Peter Mackenzie, Jerry Tondo, Jan Speck, C.J. Bau, Chris Jacobs, Clark Johnson.
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Filmaço! Lembra bastante os thrillers do Hitchcock e do Brian De Palma. Um dos melhores filmes da carreira do Johnny Depp, na minha opinião. Preciso revê-lo. Parabéns pela resenha, André!