Milton Ribeiro se estivesse vivo estaria fazendo 105 anos. Ele nasceu no dia 16 de Março de 1921, na cidade de Passos em Minas Gerais. E foi um dos atores mais marcantes do cinema nacional. O artista foi imortalizado como o lendário “homem mau” do ciclo do cangaço nas telas. E deixou um legado inestimável para a cultura brasileira.
Milton Ribeiro começou sua carreira artística profissionalmente em 1944 como cantor e ator de rádio. Seu pai era um carreiro e sua mãe farinheira. Ele trabalhou no comércio durante sua juventude. Trabalhou como enfermeiro e até tentou seguir a carreira militar.
Seu começo no mundo artístico aconteceu quando o cantor Nilo Nello o descobriu. O cantor ficou impressionado com a voz potente de baixo profundo de Milton que começou a viajar pelo país cantando em pavilhões. Em 1944, Milton começou a atuar na Rádio Cruzeiro do Sul em radionovelas. Pouco tempo depois, o diretor Otávio Gabus Mendes o levou para as rádios Tupi e Difusora, onde sua voz marcante garantiu que ele tivesse sucesso em inúmeras produções.
No começo da década de 1950, com sua fisionomia rústica de “homem forte” e os cabelos encaracolados chamou a atenção do cinema. Milton estreou nas telas em Ângela de 1951 e na comédia Sai da Frente de 1952. Esse ao lado do saudoso Mazzaropi, antes de fazer sucesso mundialmente com o Cangaceiro em 1953. O filme Cangaceiro (1953), dirigido por Lima Barreto se tornou o primeiro filme brasileiro premiado no Festival de Cannes. Foi a partir desse filme que o ator se especializou em papéis fortes, rústicos e de antagonistas imponentes.
Outros principais trabalhos no cinema são: A Morte Comanda o Cangaço (1960), Lampião, o Rei do Cangaço (1964), O Diabo de Vila Velha (1965) e Corisco, O Diabo Loiro (1969).
Até o final de sua vida, Milton manteve-se ativo no meio artístico. Ele era contratado de longa data e muito presente nos elencos das emissoras de rádio e TV, mantendo uma ligação histórica com a Rádio Tupi onde trabalhou por décadas. Longe das telas, os relatos biográficos reforçam que ele era um homem de temperamento muito doce, calmo e completamente dedicado à sua esposa e aos seus três filhos.
O ator faleceu vítima de um infarto fulminante (ataque cardíaco). Ele morreu no dia 16 de março de 1972, na cidade de São Paulo, aos 50 anos de idade.
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