Dirigido por Wim Wenders e estrelado por Bruno Ganz, Solveig Dommartin, Peter Falk, Otto Sander, Curt Bois, Beatrice Manowski, Wolf Dirk Vogeley, Elmar Wilms, Blixa Bargeld, Mick Harvey, Didier Flamand, Lajos Kovács, Peter Werner, Hans-Martin Stier, Chick Ortega, Annelinde Gerstl, Paul Busch, Bernard Eisenschitz e Teresa Harder.
Para mim, esse filme é uma obra prima. E uma das maiores obras do cinema mundial. Foi dirigido por um dos diretores mais aclamados da Alemanha: Wim Wenders e é uma mistura de drama poética, fantasia e romance contada por Anjos que vivem na Terra em um país ainda dividido pelo muro de Berlim.
A história acompanha Damiel (Bruno Ganz) e Cassiel (Otto Sander), dois anjos imortais que vagam por Berlim. Eles não podem intervir na vida das pessoas no mundo físico, mas conseguem ler os pensamentos dos mortais e de certa forma, tentam confortar suas almas solitárias.
Achei genial a ideia do longa usar as cores para falar de sentimentos ou a falta deles. Para mim mostrar os mundos com cores diferentes foi essencial. No mundo dos anjos ser preto e branco mostrando a pureza, mas ao mesmo tempo algo sem sensações físicas foi incrível e mostrar cores vivas quando se está na experiência humana e mostrando cores vibrantes foi uma ótima jogada.
Em vários momentos eu me lembrei de a cidade dos anjos, eu sei que o filme é de 1998, 11 anos depois de Asas do Desejo, mas não pude deixar de notar certa semelhança. E em vários momentos me vi sorrindo no filme e vendo com muito saudosismo algumas cenas.
O longa me fez pensar se nós seres humanos estamos preparados para viver uma vida eterna sozinhos. Se isso é algo que eu veria como solitude ou solidão. Se a gente iria achar esse tempo chato, monótono ou até mesmo cansativo. Quando Damiel se cansa de ser anjo, cansa da sua vida puramente intelectual e acaba se apaixonando por uma humana e pensa o que ele deveria fazer se continuar um ser imortal ou escolher a vida humana com suas dores, perdas, e limitações e claro, viver os pequenos prazer humano, eu consigo entender os motivos dele.
Enfim, para mim foi extremamente prazeroso essas duas horas revendo o filme. Esse filme que mistura filosofia, poesia e o mundo espiritual. Eu acabei nem percebendo o tempo. Será que nós estamos preparados para viver as nossas escolhas? E as consequências de nossas escolhas? Porque todo ato gera uma consequência a gente querendo isso ou não. Por isso a importância de escolhermos muito bem qual caminho queremos e/ou devemos seguir.
O ator norte-americano Peter Falk representa uma versão de si mesmo nesse filme e acaba servindo como um ele crucial para ajudar Damiel durante o filme. A banda de rock Nick Cave and the bad seeds também faz uma apresentação inesquecível no filme. Houve uma continuação do filme chamada Tão Longe, Tão Perto em 1993 e um remake Cidade dos Anjos de 1998 que foi estrelado por Nicolas Cage e Meg Ryan.
O roteiro teve a colaboração de Peter Handke e o filme rendeu a Wim Wenders o prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes.
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