Os filmes Simão, o caolho; Mulher de Verdade; e O canto do mar serão apresentados em cópias restauradas pela Cinemateca
A exibição de O Canto do Mar, no dia 25, integra o programa “Revisão Crítica do Cinema Brasileiro” e será seguida de debate com Carlos Augusto Calil, Luciana Araujo, Marco Vale e Maria Rosaria Fabris
Entre os dias 24 de setembro e 3 de outubro de 2026, a Cinemateca Brasileira apresenta a primeira parte da retrospectiva O brasileiro Alberto Cavalcanti, oferecendo 24 filmes dirigidos, montados e/ou roteirizados por ele. Cineasta brasileiro de renome internacional, Cavalcanti destacou-se na vanguarda francesa e no documentário britânico, além de ter integrado a Companhia Vera Cruz, no Brasil, onde contribuiu para a modernização da técnica e da estética da produção cinematográfica nacional.
Alberto Cavalcanti deixou uma obra copiosa, atuando como diretor, produtor, montador, desenhista de som, roteirista e cenógrafo. Um verdadeiro polígrafo. Destacou-se em todas essas especialidades e foi também teórico do cinema, além de célebre por suas palestras e conferências.
Atuou em diferentes países, especialmente na França, Inglaterra, Brasil, Itália, Espanha e Portugal, mas também na Áustria e em Israel. Trabalhou no cinema, na televisão e no teatro, transitando com a mesma desenvoltura entre a ficção e a não ficção. Cavalcanti cunhou a expressão “neorrealismo” para designar o gênero que acabaria consagrado como “documentário”. Os italianos agradecem a contribuição involuntária. Estruturada em torno das cópias restauradas dos filmes brasileiros – Simão, o caolho; O canto do mar; Mulher de verdade – a retrospectiva convoca obras de todas as suas fases, francesa, inglesa e pós-brasileira, com algumas curiosidades inéditas.
Da francesa, os incontornáveis Nada além das horas, À deriva e A pequena Lilie. Entre as curiosidades, A coisa brasileira – que aliás nada tem de brasileiro –, Yvette e A visita da velha senhora. Da inglesa, Filme e realidade, N ou NW, Cara de carvão, Correio noturno, Pett e Pott: um conto de fadas dos subúrbios, Nas garras da fatalidade, Na solidão da noite e O monstro de Highgate Ponds. O filme de encomenda, Alice na Suíça, propaganda da cidade de Lausanne. Da pós-brasileira, O sr. Púntila e seu criado Matti, adaptação da peça de Brecht.
Além dos três longas-metragens restaurados pela Cinemateca Brasileira, a mostra conta com outros oito títulos restaurados: O falecido Mattia Pascal, Nada além das horas, À deriva, A pequena Lilie, Yvette, Alice na Suíça, Nas garras da fatalidade e A visita da velha senhora. A cópia deste último título foi restaurada especialmente para esta mostra pelo Institut national de l’audiovisuel – INA. Destaca-se também a cópia de A coisa brasileira, digitalizada especialmente para esta mostra pelo Centre national du cinéma et de l’image animée – CNC.
A mostra propõe ainda um debate com Carlos Augusto Calil, Luciana Araujo, Marco Vale e Mariarosaria Fabris sobre O canto do mar, no dia 25 de setembro, após a primeira exibição da nova cópia do filme, como parte do programa mensal da Cinemateca Brasileira “Revisão Crítica do Cinema Brasileiro”.
CINEMATECA BRASILEIRA
Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Mariana
Horário de funcionamento
Espaços públicos: de segunda a segunda, das 08 às 18h
Salas de cinema: conforme a grade de programação.
Biblioteca: de segunda a sexta, das 10h às 17h, exceto feriados
Sala Grande Otelo (210 lugares + 04 assentos para cadeirantes)
Sala Oscarito (104 lugares)
Espaço Alberto Cavalcanti (Área externa) (300 lugares)
Retirada de ingresso 1h antes do início da sessão
Quinta-feira, 24 de setembro
17h30 _ Sala Grande Otelo _ Filme e Realidade
20h _ Sala Grande Otelo _ Mulher de Verdade
Sexta-feira, 25 de setembro
16h10 _ Sala Grande Otelo _ Sessão Dupla: Pett e Pott: um conto de fadas dos subúrbios | Alice na Suíça
17h30 _ Sala Grande Otelo _ Sessão Dupla: A Pequena Lilie | À Deriva
19h30 _ Sala Grande Otelo _ Revisão Crítica: Volta Redonda | O Canto do Mar – Sessão seguida de debate com Carlos Augusto Calil, Luciana Araujo, Marco Vale e Mariarosaria Fabris
Sábado, 26 de setembro
14h30 _ Sala Oscarito _ Sábado Infantil: O monstro de Highgate Ponds
15h _ Sala Grande Otelo _ Yvette
17h _ Sala Grande Otelo _ Ângela
19h _ Sala Grande Otelo _ Nada além das horas
20h _ Sala Grande Otelo _ Sessão Tripla: Cara de carvão | Correio noturno | N ou NW
Domingo, 27 de setembro
14h _ Sala Grande Otelo _ Sessão Dupla: Santuário | Caiçara
16h10 _ Sala Grande Otelo _ Nas garras da fatalidade
18h10 _ Sala Grande Otelo _ O Sr. Puntila e seu criado Matti
20h10 _ Sala Grande Otelo _ Sessão Dupla: Painel | Simão, o caolho
Quarta-feira, 30 de setembro
19h _ Sala Grande Otelo _ Sessão Tripla: Cara de carvão | Correio noturno | N ou NW
20h _ Sala Grande Otelo _ Ângela
Quinta-feira, 01 de outubro
15h _ Sala Grande Otelo _ Nada além das horas
16h _ Sala Grande Otelo _ Sessão Dupla: Santuário | Caiçara
18h10 _ Sala Grande Otelo _ Nas garras da fatalidade
20h10 _ Sala Grande Otelo _ Sessão Dupla: Painel | Simão, o caolho
Sexta-feira, 02 de outubro
14h _ Sala Grande Otelo _ O falecido Mattia Pascal
17h10 _ Sala Grande Otelo _ A coisa brasileira
19h _ Sala Grande Otelo _ Sessão Dupla: Pett e Pott: um conto de fadas dos subúrbios | Alice na Suíça
20h10 _ Sala Grande Otelo _ Yvette
Sábado, 03 de outubro
14h10 _ Sala Grande Otelo _ A visita da velha senhora
16h _ Sala Grande Otelo _ Sessão Dupla: Volta Redonda | O Canto do Mar
18h _ Sala Grande Otelo _ Sessão Dupla: A Pequena Lilie | À Deriva
20h _ Sala Grande Otelo _ Filme e Realidade
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