By Andréia Rodrigues . Terror/Mistério ‧ 1h 45m
Hoje é dia de falar em um filme pouco conhecido e que trás uma história que parece com tantas obras, mas não se engane Verão de 84 não é o que parece, e trás uma vertente muito mais sombria.

Temos aqui um grupo de pré-adolescentes de férias de verão, Davey (Graham Verchere), Tommy (Judah Lewis), Dale Woody (Caleb Emery), Curtis (Cory Gruter-Andrew), Nikki (Tiera Skovbye), Bobby (Harrison Houde), Dusty (Reilly Jacob), Brenda (Susie Castillo), que como já vimos antes estão procurando o que não perderam. Ao assistir a película, você vai criar paralelos com várias obras como: Os Goonies (1985), It – a obra-prima do mal (1990), Meus vizinhos são um terror (1989), e o mais recente Paranóia (2007), mas o que vemos é muito mais bizarro, a trama é peculiar e trás desdobramentos bem corajosos.

Sinopse:
“Um grupo de adolescentes começa a suspeitar que um policial local pode ser um serial killer. Davey e seus amigos começam sua própria investigação, que tem resultados surpreendentes.”
É muito bom quando temos uma trama que nos faz gostar de seus personagens, e nos apresenta seus defeitos e qualidades, aqui temos justamente esse grupo de adolescentes que estão descobrindo o amor, que possuem famílias disfuncionais, sonhos, medos, amores e conquistas, então os mais velhos se veem relacionados aos personagens, e o mais jovens acompanham fazendo paralelos com seus próprios comportamentos, mesmo sendo uma obra que nos leva a década de oitenta.

Afinal, quem nunca imaginou que o vizinho ou uma pessoa na rua fosse um psicopata assassino?
Aqui o diferencial é que esse vizinho, o senhor Wayne Mackey (Rich Sommer) é um policial, e até então bem visto pela comunidade, e “gente boa”.
Mas, claro que sem nada para fazer esses jovens colocam na cabeça que esse policial, é o culpado pelo desaparecimento de várias crianças e adolescentes da cidade.
Então, será que ele é o assassino? O que se pode fazer com as possíveis informações? Continuar fazendo uma investigação particular ou entregar as autoridade competentes, mesmo que eles insistam em não acreditar nos jovens.
A obra não é baseada em história real, contudo, o roteiro usa elementos nostálgicos e ambientação típica dos subúrbios americanos nos anos 1980, lembrando casos reais daquela década (como os crimes atribuídos a John Wayne Gacy), mas sem retratar um caso verídico específico.

O filme Verão de ’84 (Summer of ’84, 2018) teve um lançamento independente e limitado nos cinemas, arrecadando cerca de 10,4 mil espectadores e R$ 156,8 mil em bilheteria no Brasil, com uma trilha sonora marcante composta em grande parte pelo duo eletrônico canadense Le Matos e clássicos da década de 1980.
A trilha sonora do filme Summer of ’84 (Verão de 84) foi composta pelo duo eletrônico canadense Le Matos e conta com marcantes sons inspirados nos anos 80.
Músicas Principais
- Cruel Summer – Bananarama
- Suburban Life – Genetic Control
- 1984 – Genetic Control
- Yummy Shine – Keram Malicki-Sánchez
- Ultra Sweet – Keram Malicki-Sánchez
Trilha Sonora Original (Le Matos)
- Summer of ’84
- The Dark Room
- Manhunt
- It’s a Conspiracy
- Molly ‘84
Dirigido pelo trio canadense RKSS, não utiliza monstros digitais ou grandes sequências de CGI, apostando em uma abordagem minimalista de efeitos práticos, maquiagem e correção de cor digital (color grading). Ao contrário de outras produções de época que dependem de computação gráfica pesada para recriar cenários antigos, este longa-metragem foca na atmosfera realista, no suspense psicológico e no terror de vizinhança (suburban noir).
Tem cenas desse filme que me marcaram muito, crente que essa obra é clichê, e que será igual a todos os filmes que você já viu como na lista que citei acima, o que ocorre da metade para o fim é muito surpreendente e trás um amargor na boca, que você pode ou não gostar. Eu gostei da reviravolta e realmente senti o acontecimento, graças a boa construção dos personagens e da trama.
Você já viu essa obra cinematográfica, curtiu? Já desconfiou de um vizinho ou colega de trabalho? Ou desconfia?
Direção: foi codirigido por três cineastas: François Simard, Anouk Whissell e Yoann-Karl Whissel.
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