Análise ” E Se o Amor Desaparecesse Hoje” (2025)

Critica de Filmes

Um romance adolescente sensível, com uma pegada diferente, mas muito bem construído e realizado.

Lembrando a premissa de “Como Se Fosse A Primeira Vez”, a obra sul-coreana da Netflix apresenta detalhes que fogem do habitual, com um contexto mais dramático e um roteiro adolescente de estilo delicado e envolvente.

Han Seo-yun (Shin Si-ah) é uma garota do ensino médio que aceita o pedido de namoro de Kim Jae-won (Choo Young-woo) por querer viver um desafio diferente em sua vida. No início, tudo parece um pouco confuso, até descobrirmos que ela possui amnésia anterógrada: quando acorda, não consegue se lembrar dos acontecimentos anteriores. Para tentar preservar suas memórias, ela registra tudo em um diário. E, de uma maneira ou de outra, a paixão acaba acontecendo, mas existe uma surpresa escondida na história que promete mexer bastante com o telespectador.

Diferente dos romances de Hollywood, o filme não aposta em cenas constantes de beijos ou em um relacionamento mostrado a todo momento. Aqui, o desenvolvimento acontece principalmente através das conversas e da construção dos personagens. O roteiro também apresenta alguns alívios cômicos, mas, aos poucos, o drama ganha mais força e profundidade.

Entre as frases de efeito, uma merece destaque: “Quanto mais felizes são os dias, maior a dor de esquecê-los.”

O filme conta ainda com uma boa direção de Kim Hye-young, que trabalha com um estilo detalhista e abordagens mais emocionais, utilizando muitos planos de conjunto e planos gerais. As cores predominantes em azul e cinza ajudam a representar a solidão, enquanto tons de verde e bege aparecem em diferentes espaços e cenários da cidade.

O elenco também conta com Jo Yoo-jung, Jin Ho-eun e Jo Han-chu.

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