Neste mês de outubro de 2026, o estado do Ceará vai começar a soltar mosquitos Aedes Aegypti “especiais” para combater a transmissões de arboviroses como dengue, zika e chikungunya. Eles usam o chamado Método Wolbachia e irão começar com os municípios de Eusébio, Maranguape e Crato.
Os mosquitos apelidados de “Wolbitos” carregam a bactéria Wolbachia que é totalmente inofensiva para o ser humano e para o meio ambiente, mas impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam dentro do inseto. Ao serem soltos, esses mosquitos se reproduzem com os mosquitos locais e transmitindo a bactéria para as próximas gerações. Com o passar do tempo, a população de insetos capazes de transmitir doenças é extremamente reduzida e substituída por mosquitos protegidos.
A liberação deve acontecer por volta de 6 meses, até março de 2027. Serão usados pequenos dispositivos semelhantes a baldes verdes instalados nas ruas, e contendo cápsulas com ovos que eclodem e geram os mosquitos depois de cerca de 15 dias. No Eusébio, por exemplo, a primeira fase irá cobrir 9 bairros e beneficiando 40% da população.
A redução expressiva ao número de doentes costumam aparecer em um período de um a dois anos após a implantação, conforme foi mostrado em experiências anteriores bem sucedidas em outras cidades brasileiras. A estratégia é um método complementar e não substitui os cuidados tradicionais ou a vacinação.

Crédito da Foto: Alexandre Carvalho.
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