Em busca de informações para um trabalho sobre lendas locais, a universitária Beth Stratman visita um hospital abandonado que, segundo os moradores, seria assombrado. No local, ela cruza o caminho de Stanley Creech, o sinistro zelador do terreno, enquanto um grupo de investigadores paranormais também chega para registrar possíveis fenômenos sobrenaturais. O que começa como uma exploração de histórias de fantasmas logo se transforma em um encontro com violência e ameaças de diferentes naturezas.
The Hospital é uma produção de baixíssimo orçamento, porém nada justifica as péssimas escolhas da produção. O filme tenta surfar na onda do torture porn (e chega atrasado) enquanto mistura o terror sobrenatural à trama como forma de sustentar a premissa.
As atuações são pavorosas. Porém, Jason Crowe, no papel de Jack, consegue compor um personagem cínico, sádico e sarcástico com certa competência. Não é uma interpretação extraordinária, mas se destaca em meio a esse “bad casting”, mal dirigido e desprovido de talento dramático.
Os efeitos especiais e práticos frequentemente beiram o patético, chegando a provocar constrangimento e, em alguns momentos, humor involuntário. O aspecto mais problemático, porém, está nas cenas de sexo e violência: apelativas e de péssimo gosto, elas parecem apostar no choque, e sobretudo para satisfazer o ego e os fetiches dos diretores e roteiristas.
Dirigido por Tommy Golden e Daniel Emery Taylor, que também assina o roteiro ao lado de Jim O’Rear, o filme conta ainda com Daniel Emery Taylor como Stanley Creech, Jim O’Rear como Alan, Constance Medrano como Beth, Robyn Shute como Skye e John Dugan como o policial Chapman. Entre os técnicos estão a fotografia de Jared Hicks, a montagem de Tommy Golden e Jim O’Rear e a música de Virgil Franklin.
O resultado é um filme ultrajante e extremamente abjeto, muito distante da tradição do cinema independente de terror que, mesmo com poucos recursos, muitas vezes consegue surpreender pelo esmero e pela criatividade, trazendo bom entretenimento além de provocar reflexão.
The Hospital aposta puramente na exploração gráfica gratuita e, surpreendentemente, essa tranqueira (no pior sentido) rendeu uma continuação, The Hospital 2, lançada em 2015.
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