O rato que foi encontrado dentro de um bolo na zona sul de Porto Alegre foi assado junto com a massa, conforme a conclusão divulgada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul. A delegada responsável pelo caso explicou que o corpo do rato estava totalmente coberto por pedaços de bolo grudados, e isso indica que ele provavelmente estava dentro do forno e caiu na forma ao tentar fugir do calor.
A Polícia descartou a possibilidade do ato ter sido proposital. O bolo foi comprado na franquia Casa de Bolos. As pessoas comeram o bolo aos poucos e só notaram o animal no 3º dia ao cortarem uma nova fatia. Duas pessoas que comeram o bolo buscaram atendimento médico preventivo com um infectologista. Elas receberam medicação preventiva contra a leptospirose e estão em monitoramento, já que a doença tem um período de incubação de até 30 dias.
Depois da denúncia, A Decon (Delegacia do Consumidor) e a Vigilância Sanitária interditou as duas lojas da franquia administradas pela mesma proprietária. No lugar tinha fezes e urina de rato espalhadas, produtos vencidos, mofo e grades enferrujadas. A dona da franquia foi presa em flagrante por crime contra as relações de consumo (venda de mercadoria imprópria para o consumo humana, com pena de 2 a 5 anos de detenção). Ela passou por audiência de custódia e teve liberdade provisória sob a condição de deixar os locais totalmente adequados às exigências sanitárias antes de qualquer reabertura.
A defesa da empresária informou que fará uma auditoria interna para avaliar o que aconteceu e que tem contratos regulares de dedetização.
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