Jair Renan Bolsonaro, vereador e deputado federal eleito, tornou-se réu na 5ª Vara Criminal do Distrito Federal após a Justiça acolher uma denúncia apresentada pelo Ministério Público. Além dele, outras cinco pessoas foram incluídas na ação penal, entre elas seu ex-instrutor de tiro, Maciel Alves de Carvalho. A acusação envolve suspeitas de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso, relacionadas a supostas irregularidades em operações financeiras e na obtenção de empréstimos bancários.
Segundo o Ministério Público, os acusados teriam falsificado registros fiscais da empresa RB Eventos e Mídia, de propriedade de Renan Bolsonaro, para maquiar a real situação financeira do negócio. Conforme a denúncia, os documentos indicavam um faturamento de R$ 4,6 milhões em um único ano, informação que teria sido utilizada para facilitar a obtenção de empréstimos bancários.
De acordo com o MP, os documentos teriam sido utilizados para conseguir empréstimos bancários que somaram R$ 291 mil entre 2022 e 2023. Com a falta de pagamento e a incidência de juros e encargos por atraso, a dívida teria alcançado aproximadamente R$ 360 mil, segundo a investigação.
As investigações também apontam que o grupo teria realizado operações financeiras para esconder a origem ilícita de valores supostamente obtidos por meio de atividades criminosas, incluindo estelionato e falsificação de documentos. Segundo o MP, essas práticas teriam sido utilizadas para dificultar a identificação da procedência do dinheiro envolvido no esquema investigado.
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