O médico Marcio Antônio Leite Lima, de 57 anos, foi preso em flagrante no último sábado, dia 31 de outubro de 2026, depois de ameaçar com uma arma um funcionário de uma distribuidora de bebidas, na Praia da Costa, em Vila Velha, Espírito Santo.
A confusão começou depois do funcionário se recusar a vender uma caixa de relógio vazia que era do dono da distribuidora. O médico queria usar essa caixa para embalar um presente. O médica estava visivelmente embriagado, testemunhas que estavam no local apontaram que ele bebeu mais de 650 ml de uísque no local. O médico puxou um revólver Taurus calibre 38 e apontou para o funcionário.
Embora tenha sido preso por ameaça e porte ilegal de arma de fogo e encaminhado para o Centro de Triagem de Viana, o médico foi solto na segunda, dia 02 de novembro. A juíza Monica da Silva Martins, do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, deu a liberdade provisória ao médico mediante o pagamento de uma fiança de R$ 15 mil e o cumprimento de medidas cautelares rígidas.
No momento da abordagem, ele se identificou como médico do Exército Brasileiro, porém, o Exército informou que seu registro foi extinto em 2003 e que a documentação apresentada pertencia a outra arma. O médico está estritamente proibido de manter qualquer tipo de contato com o vendedor, devendo respeitar uma distância mínima de 500 metros. Além disso não pode frequentar bares, boates, distribuidoras ou qualquer estabelecimento semelhantes e está proibido de voltar ao local do crime.
O médico também não pode deixar a região metropolitana da Grande Vitória sem prévia autorização da Justiça. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) esclareceu que ele teve apenas um vínculo temporário com o Hospital Estadual Dr. Dório Silva entre os anos 2010 e 2011 e atua hoje exclusivamente na iniciativa privada.
A falta de cumprimento de qualquer uma dessas regras estabelecidas irá resultar na revogação do benefício e na decretação imediata de sua prisão preventiva.
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