Análise do Filme: O Que Acontece Depois. (2023)

Critica de Filmes

Dirigido por Meg Ryan e estrelado por Meg Ryan, David Duchovny, Hal Liggett, Faron Ledbetter.

Eu vi que tinha esse filme na Netflix ontem à tarde e confesso que já me chamou a atenção logo de cara. Sempre fui muito fã da Meg Ryan desde a década de 1980 e quando vi que ela também estava dirigindo não resisti e comecei a ver ontem à noite mesmo.

Mas acabei não conseguindo terminar de assistir porque Netflix só tem na sala e na televisão do meu pai. Hoje de manhã foi uma das primeiras coisas que fiz. Mas é claro que eu ia terminar de assistir. Meg Ryan é Meg Ryan.

Eu posso dizer que foi uma monta russa de sentimentos. E já faz 40 anos que acompanho o trabalho dela. O primeiro filme que vi foi Top Gun (Ases Indomáveis). Meg Ryan fez uma pequena ponta no filme, mas eu já me encantei pelo trabalho dela desde então.

E é claro que eu me lembrei disso! Da primeira cena em que a vi atuando. Lá em Top Gun. Já nas primeiras cenas, desse novo filme já percebi que iria ser uma história de amor intensa e que foi mal resolvida.

E dito e feito! Willa Davis (Meg Ryan) e William Davis (David Duchovny) são antigos namorados que não se veem há décadas e que se reencontram no aeroporto. E nossa! A tensão entre eles é imensa. Você nota que muita coisa entre eles precisam ser ditas e resolvidas. Que os dois ainda se amam e que ficou um gosto amargo neles.

A primeira foto que eu vi do filme é dos dois sentados em um banco e cada um está sentando em uma ponta desse banco. Distantes. E isso me fez lembrar-se de uma foto de outro filme da Meg Ryan. Estou falando de Surpresas do Coração de 1995. Filme do qual ela contracenou com Kevin Kline. Mas sinceramente, os dois filmes são bem diferentes.

Se eu gostei do filme? Mas é claro que gostei. Esse foi o segundo filme que ela dirigiu e se saiu muito bem. Nós não podemos nos esquecer de que por um bom tempo ela foi a queridinha da América e fazia muitos filmes de comédia romântica. Se bem que esse tem uma boa pitada de drama.

Então como eu estava dizendo antes… Willa e William são antigos namorados e que o acaso ou eu devo dizer o destino? Fez com que eles se reencontrassem nesse aeroporto onde ambos têm os seus voos cancelados por causa da terrível nevasca.

E eles ficam presos durante um dia nesse aeroporto e meio que são forçados a ficarem juntos. No início, nenhum dos dois queria conversar. A mágoa estava muito funda. E a curiosidade de Willa em querer saber por que Billy a abandonou há décadas a estava incomodando.

E nesse tempo que eles ficam juntos, passam a conversar e explicar o seu ponto de vista das coisas que aconteceram entre eles e você vai percebendo que a dinâmica entre eles vai mudando.

De um reencontro constrangedor, com o tempo, vai se transformando em uma catarse emocional. O que seria essa catarse? Eles vão desabafando o que realmente aconteceu. Colocando as “cartas na mesa”. Willa era uma mulher sensível, reflexiva e ainda marcada por antigas feridas. Por grandes perdas em sua vida que a marcaram profundamente.

Já Bill era um homem mais contido, racional, mas também estava muito ferido. Ele tentava se defender sobre as escolhas que ambos fizeram quando estavam juntos. E sobre as consequências dessas escolhas em sua vida.

O filme foi rodado praticamente com os dois atores, David Duchovny e Meg Ryan. E quase todo no mesmo ambiente: o aeroporto. E praticamente o tempo todo com os dois conversando, discutindo e resolvendo antigos mal-entendidos. E os humores sempre alternando: Mágoa, ressentimento, amor, ciúmes, curiosidade entre outros sentimentos.

E você percebe o amor que ambos sentem ainda pelo outro durante essa repaginada do passado. Além das expectativas que foram frustradas e os medos que os dois sentiam.

O aeroporto que é sempre um espaço de idas e vindas foi usada como metáfora para o estado emocional tanto de Willa quanto de Billy. Já que nenhum dos dois sabe o que vai acontecer depois disso. Eles estão presos entre o passado em que viveram juntos e o futuro que ambos querem. Mas que ainda não sabem como fazer para dizer a outra pessoa o que está querendo.

Depois de dizerem o que realmente cada um sentia você percebe que os dois estavam melhores. Era como se um peso enorme tivesse saído dos ombros de cada um. Eles chegam a dançar juntos, a ter um toque físico.

Talvez agora, eles tenham entendido que amar alguém não lhe dá garantias de nada. Esse reencontro apenas abriu espaço para os dois resolverem esses mal-entendidos e quem sabe abrir o caminho para um novo começo, já que eles estavam totalmente mudados. Ou talvez eles possam fechar ciclos que nunca tinham sido fechados.

Esse filme tem várias camadas e a relação dos dois também. E em cada cena é tirada uma camada. Será que eles poderiam voltar a ter alguma coisa? Para mim, sim. Eu pude ver o amor que ambos sentiam ainda.

O filme fala sobre o tempo, às escolhas que fazemos e quem somos. Aquele reencontro foi algo que “purificou” alguns sentimentos ruins que estavam em ambos. Já que eles puderam compreender o que realmente tinha acontecido no passado e agora? Eles podiam seguir em frente.

Bem, eu terminei de ver faz um pouco mais de uma hora e ainda estou refletindo. Esse é o tipo de filme que eu gosto. E não poderia deixar de parabenizar a Meg Ryan por isso.

Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo a todos.

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4 thoughts on “Análise do Filme: O Que Acontece Depois. (2023)

    1. Olá, amiga Bia! Eu tentei pegar cada vez mais detalhes para passar para vocês, sabe? E prestei atenção em todos os segundos entre os dois. Obrigada pela força!

    1. Olá Arlete. Obrigada pelo comentário. Então, eles poderiam ter mudado um pouco o final e ter mostrado como iria ficar. Concordo contigo. Confesso que fiquei com um gostinho de quero saber mais, sabe? Mas sim, foi um pouco longo. Talvez pela profundidade das emoções e dos sentimentos que ambos sentiam.

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