São Paulo foi palco de um momento histórico para o esporte inclusivo. Entre os dias 2 e 7 de fevereiro, o tradicional Clube Esperia, na zona norte da capital, recebeu a primeira edição da Copa Libertadores da América de Futebol para Amputados.
O campeonato reuniu nove equipes consagradas do continente, transformando o gramado em um verdadeiro espetáculo de inclusão, superação e paixão pelo esporte. Com estilos e histórias únicas, os clubes trouxeram diversidade e emoção a uma competição inédita, que reforça o poder do futebol em unir culturas e inspirar novas gerações.
Participaram do torneio equipes do Brasil, Argentina, Chile, Equador e Peru. Os clubes brasileiros foram protagonistas da competição e conquistaram as três primeiras posições: O Ourinhos sagrou-se campeão ao vencer o SRN Esperia por 1 a 0, gol de Rogérinho, o SRN Esperia ficou com o vice-campeonato após superar o Rosario Central (Argentina) por 3 a 1 na semifinal e o São Bento (Sorocaba) garantiu o terceiro lugar em uma campanha marcada por emoção e talento. Já o prêmio de melhor jogador da América foi concedido ao atleta Felippe Valêncio, da equipe SRN Esperia, em reconhecimento ao seu desempenho excepcional.
Para o presidente da Diretoria Administrativa do Clube Esperia, Osvaldo Arvate Junior receber um evento desse porte reforça o compromisso do clube com o esporte, a inclusão e o fortalecimento de iniciativas que promovem transformação e impacto positivo para a sociedade. “É motivo de orgulho para nós sermos palco de um momento tão significativo para o futebol inclusivo”, afirma Osvaldo.
O vereador Silvinho Leite celebrou o torneio como mais um capítulo de inclusão em São Paulo e parabenizou as equipes, comissão técnica e organizadores do evento. “A Copa Libertadores deixa emoção e histórias que vão ficar para sempre. Com o apoio do nosso prefeito, seguimos acreditando em um futuro com mais projetos, oportunidades e inclusão de verdade. São Paulo é, e continuará sendo, a capital da inclusão”, destaca.
“Estou muito feliz em poder contribuir para o crescimento e desenvolvimento do futebol para amputados no Brasil e no mundo. O legado da minha mãe, Sandra Regina Nunes, permanece vivo na história, pois foi por meio do instituto que leva o seu nome que esta competição pôde se tornar realidade. Além disso, como morador da Zona Norte, é extremamente gratificante trazer um evento dessa magnitude para o quintal da minha casa”, ressalta Diego Nunes, coordenador de futebol da CBFA.
A cerimônia de premiação e encerramento reuniu autoridades e representantes do esporte inclusivo, entre eles: a secretária municipal da Pessoa com Deficiência, Silvia Grecco; Dika Vidal, Secretária adjunta da Pessoa Com Deficiência, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol de Amputados, Felipe Catunda e Lucia Helena, Conselho Consultivo da CBFA.
O evento foi realizado pelo Instituto Sandra Regina Nunes em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol para Amputados (CBFA), com chancela da Fundação FIFA, da World Amputee Football Federation (WAFF) e da Consfa (Confederación Sul-Americana), reforçando sua legitimidade internacional e relevância histórica.
Contou com o apoio do CBCP – Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos, da Prefeitura de São Paulo, da SMPED – Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, da Secretaria de Esportes do Estado de SP, além do suporte esportivo do Clube Esperia. A iniciativa contou ainda com a parceria da família Leite, através de emenda parlamentar do deputado estadual Milton Leite Filho, e com o patrocínio da Serras de Cunha, fortalecendo este movimento histórico em favor do esporte adaptado.
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