Mão de obra de fora do país é procurada por lojas de conveniência
Os “kombinis” que assim são chamados as populares lojas de conveniência no Japão, têm ressaltado a importância dos trabalhadores estrangeiros em meio as medidas anti-imigração da atual primeira-ministra Sanae Takaichi.
Somente no ano de 2025, 110 mil estrangeiros atuavam nas redes Seven-Eleven, Lawson e FamilyMart, sendo boa parte de estudantes internacionais que possuem autorização para trabalhar por até 28 horas semanais.
O Presidente da Seven e Holdings Junro Ito, afirma que os trabalhadores de fora não são visto apenas como mão de obra barata e saiu em defesa dos atuantes e bom relacionamento com a sociedade japonesa em geral, fazendo alertas para exclusão. Ito também destacou o crescimento profissional de muitos deles, após se destacarem em suas funções.
Já o líder da rede Lawson SadanbuTakemasu, pontuou que o país enfrentará uma competição global por mão de obra e que o setor depende dos estrangeiros para uma manutenção sustentável, mesmo com pesados investimentos na automação e inteligência artificial.
Por fim o representante da FamilyMart Kenusuke Hosomi criticou as medidas restritivas que vêm sendo adotadas pelo novo governo, e defendeu a inclusão das lojas de conveniência no sistema de trabalhadores qualificados para enfrentar a escassez de funcionários.

Foto: 3 das maiores kombinis japonesas
Região de Gunma aumenta contratações
A província de Gunma é um exemplo do crescimento da mão de obra não japonesa.
Segundo o instituto Labor Bureau, houve um aumento de 13,1% o número de estrangeiros contratados em Outubro de 2025, além do aumento do total de empresas interessadas em compôr o seu quadro de funcionários com pessoas nascidas fora do país.
Os vietnamitas lideram a composição, seguido pelos brasileiros e filipinos.
As cidades de Ota e Isesaki concentram o maior número e juntas, representam o total de 40% da província.
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