O Júri Popular dos acusados da morte de ialorixá e líder quilombola Mãe Bernadete está previsto para acontecer hoje. (13/04). O crime aconteceu no dia 17 de agosto de 2023. Ela foi brutalmente assassinada em casa por dois homens que entraram com capacetes no local e dispararam 25 tiros. Muitos desses tiros sendo disparados no rosto.
Mãe Bernadete estava sentada no sofá com seus três netos. O crime aconteceu no quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho,na Região Metropolitana de Salvador.
Segundo as investigações da Polícia Civil e do Ministério Público, o crime foi motivado pelo fato dela se opor ao tráfico de drogas oposição e à exploração ilegal de madeira no território quilombola. Os líderes do tráfico temiam que sua presença e suas denúncias atraíssem a atenção policial para a área.
Na época do crime, Mãe Bernadete estava sobre proteção da Polícia Militar, por meio da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDH) há pelo menos dois anos, mas mesmo assim foi morta.
No momento, estão sendo julgados dois dos cinco acusados. E cinco suspeitos foram presos, incluindo o suposto executor que foi detido em Setembro de 2025.
A mãe Bernadete estava lutando por justiça Mãe Bernadete também lutava por justiça pela morte de seu filho, Fábio Gabriel Pacífico (Binho do Quilombo), que foi assassinado de forma semelhante em 2017, crime que continua sendo um símbolo da violência contra lideranças quilombolas no país.
Mãe Bernadete foi uma das figuras mais proeminentes na luta pelos direitos das comunidades quilombolas e na preservação da cultura de matriz africana no Brasil. A Mãe Bernadete era líder da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas e atuava pela proteção de territórios e combate ao racismo.
Familiares e representantes da comunidade aguardam a decisão do júri, em meio a cobranças por justiça rápida e inequívoca. Jurandir Pacífico, filho de Bernadete, indicou à Agência Brasil a expectativa de pena máxima para os réus.
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