Análise do filme: A Rosa Púrpura do Cairo. (1985)

Critica de Filmes

Dirigido por Woody Allen e estrelado por Mia Farrow, Danny Aiello e Jeff Daniels.

Olá a todos. Estou de volta. Esse é o filme do Woody Allen que eu mais gosto. Como a mulher romântica que sou, também já quis que um determinado ator ou personagem saísse das telas e ficasse comigo. E esse pensamento/sonho/fantasia acontece desde pequena. Eu não vou mentir. Além disso, a trilha sonora do filme é linda. É o estilo de música que eu escuto. Sou uma mulher “clássica” e tenho uma alma “velha”. I’m sorry… kkkkk

Mas vamos voltar para o filme. A trama se passa durante a Guerra de Depressão nos Estados Unidos, nos anos de 1930. E nessa delicada comédia dramática há mistura entre fantasia e realidade. E é mais um filme que faz uma homenagem ao cinema.

Cecília (Mia Farrow) é uma jovem mulher sonhadora e infeliz no seu casamento, no dia a dia. Ela trabalha como garçonete em um pequeno restaurante e é constantemente humilhada pelo patrão. Ganha pouco e trabalha muito. Além disso, o marido Monk (Danny Aiello) também é um homem grosseiro e violento. Passa os dias bebendo e jogando. Ela vive uma vida de frustração, humilhação e pobreza. E qual é o seu último consolo? Ir ao cinema para se refugiar de tanto sofrimento.

Quem nunca fez isso? Tentar fugir da realidade nua e crua e ficar imaginando uma vida bem melhor do que tem? Atire a primeira pedra quem não fez isso. Eu mesma fiz e muito por anos e anos e anos.

E o filme que ela mais vê no cinema é A rosa púrpura do Cairo. Ela viu o filme tantas vezes que sabe de cor. Essa produção é romântica e glamourosa sobre milionários que ama viver aventuras e amores impossíveis. Cecília estava completamente encantada pelos personagens e pela vida glamourosa em que eles viviam. Principalmente o Tom Baxter (Jeff Daniels). Esse personagem era gentil, educado, romântico e idealista. Tudo o que seu marido não era.

Então em um dia totalmente difícil para ela, onde a mulher foi demitida do emprego e teve uma briga horrorosa com o marido, algo mágico acontece enquanto ela está vendo o filme citado, mais uma vez. Durante uma cena, Tom Baxter (o personagem do filme) sai da tela. Saindo do mundo cinematográfico para o mundo real quando percebe o olhar triste e longe de Cecília.

Confesso que quando vi pela primeira vez fiquei com inveja e disse: “Sortuda! Ensina-me essa mágica! Deixa-me tentar algumas vezes também!”.

Então, o herói daquele filme está no mundo real. E na frente de Cecília, em carne e osso, e extremamente encantado por ela. É claro que ela fica confusa e surpresa. Não sabia se poderia acreditar naquilo que estava acontecendo em sua frente. Mas ela decide acompanhá-lo. E a cidade inteira fica em alvoroço quando descobre que um personagem ganhou vida. Vira manchete. E dentro das telas, os outros personagens não sabem como reagir. E param naquela cena. Porque não tem como continuar o filme sem Tom Baxter.

Cecília começa a sair com o Tom pela cidade. Algo que era inédito para ele. Já que como um personagem de filme só conhecia fatos daquele filme. E ele fica maravilhado com a vida real. Os dois vivem momentos de ternura. Mas era como se ele fosse um bebê e não entendia nada do mundo real.

E para ajudar (só que não), o ator que faz Tom Baxter, Gil Shepherd é chamado pelos estúdios para resolver esse escândalo. Gil vai até a cidade que isso tudo aconteceu e se encontra com Cecília e com Tom. E aos poucos ele vai se apaixonando por ela e o trio amoroso está criado. E deixando Cecília ainda mais confusa.

E o que será que vai acontecer? Com quem Cecília irá ficar? Com Tom ou com Gil? Aguarde as cenas do próximo capítulo… kkkk

Bem, é um filme muito interessante para mim e que me faz pensar. Refletir. Quem nunca esteve na pele de Cecília? Eu com certeza tive várias vezes.

Eu vou ficando por aqui. Quem quiser comentar algo, fique a vontade. Beijos a todos e até o próximo artigo.

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