Tradição no país vê ambas as partes como uma só
Na cultura da China, a medicina e alimentação são vistos como um só. A medicina sendo uma parte de cuidado no qual os chineses têm reconhecimento global, junta-se como base a alimentação com prioridade a aquelas que contém propriedades energéticas para o equilíbrio interno.
Criada pelo intelectual Yi Yinda dinastia Shang que governou o país do século 16 ao 11 a.C. – o “menu” contém diretrizes, sendo uma delas chamada de yin e yang (frios e quentes) mas não através da temperatura física e sim, pela causa e efeito que produzem no corpo. Estas denominações provém do princípio Taoísta.
Até mesmo as cores são escolhidas no conceito de harmonia, utilizando como exemplo o vermelho, que lembram emoções e o coração.
Utilizando como exemplo o gengibre: este alimento é visto como um “aquecedor”. Já a melancia gera o oposto, tido como “refrescante”.
Existe um ditado chinês que diz o seguinte:
“O verdadeiro doutor, é aquele que descobre primeiro a causa da enfermidade e depois procura curá-la com a dieta. Só quando a dieta falha, é que prescreve remédios”.

Escolhas
Cada opção escolhida pode mudar de acordo com as estações do ano, condições climáticas e condições de saúde da pessoa para que se estenda todos os benefícios que possam ajudar na qualidade de vida.
Também há uma lógica contida na medicina chinesa, onde os sabores têm influência em órgãos específicos. O doce, o amargo, o ácido, e o salgado cumprem papéis diferentes no corpo.
Leva-se em conta também diversos requisitos como:
O ambiente da alimentação; os horários, evitando se alimentar muito tarde, principalmente após as 21 horas; a mastigação; a escolha e preparo. A moderação é vista como um pilar fundamental.
Deste modo a alimentação diária é vista como preventiva. Chás, sopas e outros são preparados e consumidos pensando não só no sabor mas sim, como efeito dado ao organismo e seus benefícios como um todo.
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