Análise do Filme: A Vida Secreta de Kika. (2025)

Critica de Filmes

Dirigido por Alexe Poukine e estrelado por Manon Clavel, Makita Samba, Anaël Snoek, Thomas Coumans, Bernard Blancan, Ethelle Gonzalez Lardued, Khadija Leclere e Suzanne Elbaz.

Esse aclamado filme francês foi coproduzido com a Bélgica. E tem como produtora a Wrong Men. O longa ganhou grande destaque internacional ao ser selecionado para a prestigiada Semana da Crítica do Festival de Cannes 2025, onde conquistou o Grande Prêmio. No Brasil, foi exibido em festivais de renome como o Festival do Rio.

E é a estreia da premiada documentarista Alexe Poukine na direção de longas-metragens de ficção. O filme acabou de fazer sua estreia digital no Brasil de forma exclusiva através da plataforma de streaming Filmelier + (A partir de hoje dia 21/05)

A história acompanha Kika (Manon Clavel), uma assistente social com uma filha pequena e grávida do segundo filho. Ela enfrenta a morte súbita e trágica de seu parceiro David (Makita Samba) devido a um derrame. Afundada em dívidas e desolada pelo luto, Kika decide que precisa conseguir dinheiro rápido de forma independente para sustentar a família. Essa busca a leva a entrar no universo do trabalho sexual e de práticas BDSM, que confrontam seus limites e conceitos sobre identidade e prazer.

Confesso que fui pega de surpresa com o teor sexual do filme, mas não me senti desconfortável. Com a morte do parceiro, ela ficou sem recursos financeiros já que seu salário como assistente social não dava para ela sustentar uma casa, uma família e o novo bebê do qual ela estava esperando. E Kika precisa de dinheiro rápido e independente. Kika não tem muito tempo a perder. Ela precisa de dinheiro para ontem.

Kika até tenta trabalhar em uma peixaria e em outros lugares, mas não consegue o dinheiro de forma imediata como gostaria e precisava. Então ela acabou se voltando para o sexo e trabalhar usando o sexo ao seu favor. No início, ela fica sem graça e até sem jeito, mas aos poucos vai se soltando e desfazendo suas barreiras e seus preconceitos em relação ao sexo e suas regras.

Mas com o passar do tempo, ela foi descobrindo não somente o prazer sexual em jogos sexuais que envolvem BDSM e outros tipos de manipulações e poder, mas também se autodescobrindo. O filme retrata então sobre luto, sobrevivência financeira e a complexa busca pela autonomia feminina.

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