Análise “Sexo e Destino” (2026)

Critica de Filmes Religião

Em primeiro lugar, que fique claro o fato de que minha opinião a respeito do longa-metragem “Sexo e Destino”, não possui nenhuma relação com o de se tratar de um filme baseado na doutrina Espírita. Pois, embora eu não seja adepto da doutrina/ religião em questão, possuo o máximo respeito por toda e qualquer religião ou filosofia de vida.

Portanto, minha crítica se refere, sobretudo, às questões técnicas e em termos de desenvolvimento de roteiro. Pontos em que, infelizmente, o filme demonstra imensas falhas.

Pra começar, o roteiro baseado na literária homônima de Chico Xavier (psicografada pelo espírito André Luiz), é extremamente mal desenvolvido, apelando para uma série de clichês e apresentado inúmeras incoerências no que diz respeito às mal explicadas “transformações de caráter” vividas pelos personagens da trama.

Além disso, o diretor e roteirista, Márcio Trigo, embora tenha considerável experiência na área, se mostra aqui, totalmente perdido na condução da trama, na direção de atores e até mesmo, na decupagem utilizada que apela para aquilo que de pior, está associado à linguagem televisiva. Ou seja, para ser claro, não há nem mesmo 10% de Cinema propriamente dito em “Sexo e Destino”.

Quanto ao elenco, a mocinha (protagonista) vivida por Carol Macedo, é inexpressiva. A vilã, por sua vez, vivida pela bela e sensual Letícia Augustin, embora “embeleze” a tela, em termos de atuação propriamente dita, está over (exagerada) a ponto de fazer corar até mesmo uma típica protagonista de telenovela mexicana (risos).

Sem a menor dúvida, a única atuação minimamente aceitável aqui, é a do veterano Tatu Gabus Mendes, vivendo um empresário, digamos assim, não muito ético… 

Até mesmo o igualmente experiente Antônio Fragoso, está caricato, vivendo um típico pai de família.

Mas, justiça seja feita: algo me diz que o tom equivocado das atuações, talvez se deva, em grande parte, a uma direção de atores equivocada.

Em resumo, válido enquanto tentativa de apresentação da doutrina Espírita ao grande público, em termos estritamente cinematográficos, “Sexo e Destino” é uma nulidade quase que completa.

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