O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro gerou forte repercussão ao sugerir que o Brasil poderia colocar o Pix na mesa de negociações comerciais com os Estados Unidos, mencionando a possibilidade de adotar o sistema norte-americano Zelle.
A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais, no contexto de uma investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). O órgão americano emitiu um relatório criticando o Pix por supostamente criar “práticas desleais” que desfavorecem empresas de pagamento estrangeiras, recomendando tarifas de 25% sobre as importações brasileiras.
Em Agosto de 2022, Jair Bolsonaro disse que foi ele que criou o Pix, mas será que foi ele mesmo? Pix foi criado pelo Banco Central do Brasil por meio de equipes técnicas, e não pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A ideia teve início em 2016 e começou a ser estruturada formalmente em 2018, antes da gestão Bolsonaro, através de um grupo de trabalho oficial.
O Zelle é uma rede de pagamentos digitais dos Estados Unidos que permite transferências instantâneas de dinheiro entre pessoas e pequenas empresas. Ele funciona de forma semelhante ao Pix brasileiro, permitindo enviar ou receber recursos usando apenas um endereço de e-mail ou número de celular.
Diferente do Pix, que foi criado e é gerido pelo Banco Central brasileiro, o Zelle é uma rede privada. Ele foi criado e é operado por um consórcio de grandes bancos norte-americanos (como Bank of America, JP Morgan Chase e Wells Fargo).
A fala transformou o antigo parlamentar em alvo de duras críticas nas redes sociais e por parte de opositores políticos:
Críticos e parlamentares do governo rotularam a postura como “entreguista” ou “vassalagem”. O termo “Tariflávio” ganhou força nas redes, ligando o movimento à recente agenda de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, com políticos americanos.
Especialistas financeiros e portais de notícias como a Veja e o Poder360 ressaltaram que o Pix é um sistema público, instantâneo e universal gerido pelo Banco Central do Brasil. Já o Zelle é um sistema privado pertencente a um consórcio de grandes bancos dos EUA, com alcance limitado, não sendo aceito por todas as instituições e operando com compensações que podem levar alguns minutos.
O Ministério da Fazenda do Brasil agiu rapidamente para conter os boatos de mudanças na plataforma. O ministro em exercício, Dario Durigan, afirmou categoricamente que o Pix está completamente fora de qualquer debate ou negociação internacional e que o sistema nacional será integralmente protegido e resguardado pelo governo.
Ué Eduardo! O Pix não foi criado pelo Jair Bolsonaro? Por que você está sugerindo para que o Zelle entre no lugar do Pix? Por que trocarmos o Pix que ajudou e continua ajudando milhares de pessoas que antigamente tinham que ir ao banco e correr risco de ser assaltado por Zelle que não temos a mesma confiança?
Fonte: O Globo, Metrópoles, Veja, Poder360.
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Texto correto, conveniente para o momento político, econômico e social que o país vive.