Análise “A Moça do Calendário” (2017)

Critica de Filmes

Lindo filme, dirigido pela grande Helena Ignez, no sentido de mostrar que ainda vale a pena sonhar e até mesmo.

Porque não, acreditar nas grandes “utopias” hoje tão desacreditadas, conforme diz a própria Helena no filme: pela “sociedade do cansaço” e das metas a serem cumpridas.

Cá entre nós, pra não perder o trocadilho, eu também tenho muita “preguiça” em relação à mediocridade reinante em pleno século 21.

Voltando ao filme propriamente dito, há evidentes ecos sganzerlianos, até pelo fato de que o roteiro em questão, em grande parte, baseia-se num texto escrito pelo próprio Rogério, em 1987.

Características típicas do universo “sganzerliano”, tais como uma narrativa não necessariamente linear, diálogos sobrepostos que se entrecruzam, flerte c\ a cultura e sobretudo a música popular brasileira, aparecem aqui, mas de forma habilmente conduzida por Helena, num contexto mais acessível ao grande público.

Destaque p\ a hilária sessão “motivacional” promovida por “Celso Patrão” e seus funcionários. E também p\ a singela e divertida homenagem a Zé Bonitinho (Jorge Loredo), na reprodução de suas inesquecíveis performances nos clássicos “Sem Essa, Aranha” e “Abismo”, promovida pelo protagonista de “A Moça do Calendário”

No elenco também tem André Guerreiro Lopes, Naruna Costa, Mário, Bortolotto, Djin Sganzerla, Claudinei Brandão, Eduardo Chagas, Claudinei Brandão, Bárbara Vida, Zuzu Leiva

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