O Governo do Estado de São Paulo iniciou uma mobilização especial de vacinação contra o sarampo. A estratégia responde à confirmação de 15 casos da doença no estado em 2026, concentrados na Região Metropolitana. São Paulo enfrenta atualmente um surto ativo, sendo o único estado do país nessa situação epidemiológica.
O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) aponta que as infecções estão localizadas em três municípios: São Paulo (Capital): 12 casos confirmados. São Bernardo do Campo: 2 casos confirmados. Guarulhos: 1 caso confirmado (uma criança sem histórico vacinal).
A campanha ocorre integrada à Campanha Nacional de Multivacinação e vai até 1º de setembro, com o “Dia D” programado para 22 de agosto. Nos 3 municípios com surto (São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo): A vacinação foi ampliada para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos de idade, mesmo aquelas que já completaram o esquema vacinal anteriormente.
Dose Zero: Bebês de 6 a 11 meses recebem uma dose extra. Ela serve como proteção emergencial e não substitui as doses regulares do calendário (aos 12 e 15 meses).
Demais municípios do estado: O foco nas outras cidades paulistas é a atualização da caderneta de vacinação para crianças e adolescentes menores de 15 anos.
O avanço do vírus ocorre devido à queda nos índices de imunização do estado. Dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo registram que a cobertura da primeira dose da tríplice viral está em 77,5%, e a da segunda dose despencou para 65,5%. O patamar ideal exigido pelo Ministério da Saúde para evitar surtos é de 95%.
A vacina tríplice viral (que também protege contra caxumba e rubéola) está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do estado. Para se vacinar, basta apresentar um documento de identificação e, se possível, a carteira de vacinação para avaliação médica.
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