Linha Mortal . (Flatliners) . (1990)

Critica de Filmes Terror

By Andréia Rodrigues . Terror/Ficção científica ‧ 1h 55m

Hoje é dia de uma obra muito saudosa para quem viveu na década de noventa, Linha Mortal. Filme com a direção de Joel Schumacher, e com os grandes astros da época.

Sinopse:

Linha Mortal (Flatliners), cinco estudantes de medicina obcecados pelo mistério do pós-vida provocam a própria morte clínica por breves minutos para registrar o que existe do “outro lado”. Após serem reanimados, eles passam a ser perseguidos por visões e traumas do passado que retornam para assombrá-los.”

Essa película trás o tema principal que é buscar o conhecimento sobre a vida após a morte, mas além dessa temática central, os personagens nos mostram traumas da infância muito atuais e fortes, o que nos coloca a odiar ou a torcer por eles, vendo todos os acontecimentos de uma forma mais forte, nos aproxima de algumas atitudes.

O protagonista, aluno de medicina Nelson (Kiefer Sutherland), decide fazer o experimento para descobrir se existe alguma coisa depois da morte, e convida seus colegas de faculdade para ajudarem nos procedimentos, e filmar os resultados. Ele é o primeiro a passar pela pela “morte”, e após retornar um garoto muito violento que apenas ele vê, começa aparecer e a espancá-lo. É intrigante, mas de princípio não entendemos o que está acontecendo, e parece que Nelson conhece aquela criança.

O próximo a testar a experiência é David (Kevin Bacon) os mais cético do grupo, que resolve fazer para provar que não existe nada depois que a vida acaba. Após ele retornar começa a ver uma menininha negra em todos os lugares o xingando, e essas visões vão se tornando cada vez mais vívidas. O próximo é Joe (William Baldwin), um cara que é noivo, mas tem relacionamento com várias mulheres, e filma tudo em uma câmera escondida em seu apartamento, ele começa a ver mulheres se insinuando para ele em situações estranhas e inconvenientes.

Por fim temos Rachel (Julia Roberts), que é a única que já é estabelecido no início da obra que tem um fascínio em descobrir se algo está lá depois que partimos, e compreendemos também que quando a personagem era criança seu pai tirou a própria vida, e que de alguma forma ela se sente culpada, então a moça começa a ver seu pai falecido em todos os lugares, e são cenas muito agoniantes e assustadoras. O amigo Randy (Oliver Platt) é o único que não faz o procedimento, não querendo passar por nada daquilo.

Alguns fatores são muito interessantes, todos os personagens vivenciaram enquanto estavam “mortos”, coisas que fizeram quando crianças, que os traumatizaram, ou coisas criminosas que fazem contra os outros. Não vamos esquecer que Nelson desde o início viu que algo tinha ocorrido errado, e que alguma coisa tinha voltado com ele da experiência, mas não compartilhou a informação com ninguém, o que fez todos continuarem com tudo.

A única forma de encontrar a solução para esse mal que os cercava era resolver o que não conseguiram resolver no tempo correto, ou por medo, ou pura negligência.

Então temos a história que fala sobre bullying, racismo, violência infantil, drogas, abuso sexual e o medo do desconhecido, com um viés sombrio, carregado de boas atuações, uma fotografia muito linda, e incríveis imagens que não sabemos se estamos acordados ou dormindo.

O filme original de 1990 foi muito bem na bilheteria, arrecadando mais do que o dobro do seu custo de produção. No entanto, a sua continuação/remake lançada em 2017 foi um completo fracasso financeiro.

A trilha sonora do filme Linha Mortal (Flatliners, 1990) foi composta pelo aclamado músico James Newton Howard, contendo também canções marcantes inseridas no longa, como “Party Town” de Dave Stewart e “The Clapping Song”.

Elenco:

Julia Roberts (Rachel Mannus)
Kiefer Sutherland (Nelson Wright)
Kevin Bacon (David Labraccio)
Oliver Platt (Randy Steckle)
William Baldwin (Joe Hurley)

Direção: Joel Schumacher

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2 thoughts on “Linha Mortal . (Flatliners) . (1990)

  1. Assisti esse filme na época das videolocadoras, ele tem uma trama incomum e perigosa, pois existem limites para o ser humano, mas é interessante pela narrativa e pelo elenco de atores que começavam a brilhar, parabéns minha amiga pela análise

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