A Polícia Civil do Distrito Federal desarticulou uma rede extremista virtual que planejava realizar atentados a bomba em Brasília durante o período eleitoral de 2026. O caso ganhou repercussão nacional depois de revelações detalhadas pela imprensa sobre os alvos e a atuação do grupo.
O Palácio do Planalto era o objetivo central dos criminosos que compartilhavam a planta baixa do prédio e discutiam rotas de entrada e saída. Mensagens que foram interceptadas revelaram que o grupo tinham planos para detonar explosivos no prédio onde iria acontecer o debate Presidencial do 2º Turno em outubro de 2026. Tinha mapeamento e monitoramento do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e de ministérios.
Os envolvidos tinham entre 19 e 31 anos e toda a articulação acontecia de forma anônima pela internet, usando o aplicativo Telegram. Eles se dividiam em dois espaços virtuais principais. Um grupo aberto com mais de 600 integrantes e um núcleo fechado e radicalizado com 46 membros. Nesse fórum restrito, do qual tinha uma foto de Adolf Hitler no perfil, eles compartilhavam: Manuais técnicos para a fabricação caseira de bombas e coquetéis Molotov. Cálculos precisos sobre a quantidade necessária de pólvora e os custos financeiros do ataque. Discursos violentos focados em ideologia neonazista, misoginia e antissemitismo. Triagem feita pelos administradores para recrutar membros dispostos a matar.
A iminência dos ataques mobilizou o Ciberlab (Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública). A inteligência cibernética identificou a alta periculosidade do conteúdo e subsidiou a ação da Polícia Civil. Batizada de Operação Rede Interrompida, a ofensiva policial cumpriu oito mandados de busca e apreensão expedidos para cidades em cinco estados diferentes: São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Pernambuco. Dispositivos eletrônicos, mapas e cadernos foram apreendidos para perícia e identificação de outros suspeitos.
Os alvos identificados respondem em liberdade por associação criminosa, apologia e distribuição de material nazista, além de incitação ao crime. Conforme destacado pelo Ministério da Justiça, a intervenção antecipada foi fundamental para garantir a estabilidade democrática e a segurança pública nas eleições de 2026.
Fontes: Gazeta do Povo, G1 e Poder 360.
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