Pingue-pongue com as Florroseiras celebra forró, raízes e trajetória no Rio

Música

Fabiana e Fabíola Garcia falam sobre a mudança do Ceará para o Rio, a carreira musical, os novos shows e a força da cultura nordestina.

Fabiana Garcia — Como nasceu a ideia de formar as Florroseiras e transformar a relação de vocês com o forró em um projeto musical?

A música sempre esteve presente na nossa vida e o forró faz parte da nossa história. As Florroseiras nasceram da vontade de transformar essa ligação com a cultura nordestina em um trabalho artístico. Somos irmãs, temos uma origem comum e encontramos na música uma forma de manter vivas as nossas raízes e, ao mesmo tempo, apresentar essa cultura para novos públicos.

Fabíola Garcia — Vocês nasceram em Guaiúba, no Ceará, e hoje vivem em Rio das Ostras. O que essa mudança representou para a trajetória de vocês?

Foi uma mudança muito importante. Rio das Ostras se tornou nossa casa e também um lugar onde conseguimos desenvolver nosso trabalho. A cidade nos abriu portas e, a partir daqui, começamos a circular por outros municípios. É muito significativo poder construir uma carreira longe do lugar onde nascemos sem deixar de carregar a nossa identidade nordestina.

Fabiana Garcia — O repertório das Florroseiras passa pelo forró tradicional, pelo forró romântico e pelos clássicos nordestinos. Como vocês escolhem as músicas que entram nos shows?

A escolha leva em conta aquilo que representa a nossa cultura e também a relação que o público estabelece com o forró. Procuramos reunir músicas que fazem parte da memória nordestina e outras que permitem mostrar diferentes momentos desse gênero. A ideia é que o público dance, cante e também reconheça um pouco da nossa história em cada apresentação.

Fabíola Garcia — Em setembro, vocês terão três shows em Macaé, Cantagalo e Rio Bonito. O que o público pode esperar dessas apresentações?

Pode esperar muito forró e uma apresentação feita com bastante energia. Cada cidade tem seu público e sua maneira de receber a música, mas levamos a mesma essência. Estaremos no Festival Nordestino de Macaé, no Arraiá do Jamil, em Cantagalo, e no Festival Nordestino de Rio Bonito. São oportunidades importantes para levar nosso trabalho a novos lugares.

Fabiana Garcia — A dupla já passou por eventos como o Sesc Verão e abriu um show de Alceu Valença. O que essas experiências representam para vocês?

São momentos que fazem parte da construção da nossa carreira. Cada palco traz uma experiência diferente e nos ajuda a amadurecer artisticamente. Participar de eventos maiores e dividir uma programação com artistas que admiramos também mostra que existe espaço para a música nordestina e para o trabalho de artistas que estão construindo sua trajetória no interior do estado.

Fabíola Garcia — Vocês também criaram o espetáculo Flor e Ser. Como surgiu esse projeto e qual é a proposta?

Flor e Ser nasceu da vontade de falar sobre a mulher por meio da música e da arte. O espetáculo aborda força, história, representatividade e a capacidade de se reinventar. É um trabalho diferente do formato tradicional de um show de forró, porque utiliza também elementos cênicos. Foi uma experiência importante para mostrar que nossa música pode dialogar com outros temas e formatos.

Fabiana Garcia — Depois de tantos shows pelo estado, o que significa levar a cultura do Ceará para os palcos do Rio de Janeiro?

É uma responsabilidade e também uma alegria. A gente saiu de Guaiúba, no Ceará, e hoje consegue apresentar nossa música em diferentes cidades do Rio. Levar o forró para esses palcos é uma forma de manter nossa história presente e mostrar a riqueza da cultura nordestina para quem talvez não tenha contato tão próximo com ela.

Fabíola Garcia — E como vocês definem a relação entre serem irmãs e trabalharem juntas na música?

É uma relação de parceria que começou muito antes dos palcos. Temos nossas diferenças, como qualquer pessoa, mas aprendemos a transformar isso em complemento dentro do trabalho. Dividir esse projeto com minha irmã torna a caminhada ainda mais especial porque estamos construindo juntas uma história que tem origem na nossa família e na nossa cultura.

Fabiana Garcia — Para quem ainda não conhece as Florroseiras, como você apresentaria a dupla?

Somos duas irmãs cearenses que encontraram em Rio das Ostras um lugar para florescer artisticamente. Nosso trabalho é feito de forró, música nordestina, representatividade e, principalmente, da vontade de compartilhar nossas raízes com o público.

Fabíola Garcia — O que vocês esperam para os próximos capítulos dessa trajetória?

Queremos continuar cantando, viajando, conhecendo novos públicos e levando o forró para cada vez mais lugares. Nosso desejo é que as Florroseiras continuem crescendo sem perder aquilo que nos trouxe até aqui, que é a nossa história, nossa cultura e o orgulho de sermos nordestinas.

Fonte: Bruno Pirozi / Assessoria de Imprensa

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