O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, visitou nesta sexta-feira (25) áreas atingidas pelas recentes cheias em Porto União e discutiu com o prefeito Juliano Hassan medidas de recuperação e prevenção para o município.
Entre os assuntos tratados estão a retirada de famílias de áreas sujeitas a inundações, a construção de moradias e a possibilidade de ações conjuntas com o Paraná para melhorar o escoamento das águas.
Durante a visita, o governador afirmou que pretende buscar diálogo com o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, para discutir medidas que possam contribuir para reduzir o tempo de escoamento da água na região. Segundo Jorginho, a situação exige articulação entre os dois estados devido às características da bacia hidrográfica do Rio Iguaçu e à proximidade entre Porto União e União da Vitória.
Jorginho também mencionou a possibilidade de intervenções destinadas a direcionar o fluxo da água e citou estruturas como gabiões como exemplos que poderiam ser avaliados. O governador ressaltou, porém, que qualquer medida precisa passar por estudos e avaliações de equipes de engenharia para verificar quais intervenções poderiam contribuir efetivamente para reduzir os impactos das cheias.
Até o momento, não foi apresentado um projeto definido, prazo ou valor para uma eventual obra de melhoria no escoamento das águas. As propostas ainda dependem de estudos técnicos e de uma articulação entre os governos de Santa Catarina e do Paraná.
Plano para retirada de famílias
Durante a reunião, o prefeito Juliano Hassan apresentou a intenção de elaborar um plano de recuperação e retirada de famílias que vivem em áreas atingidas pelas enchentes. A proposta deverá contemplar moradores de regiões como Santa Rosa, Pintado, área industrial e comunidades do interior de Porto União.
Segundo Hassan, o objetivo é evitar que famílias precisem reconstruir suas casas a cada novo episódio de inundação.
“Não adianta nós retirarmos as pessoas, abrigá-las e depois continuar cada dois ou três anos o mesmo problema”, declarou.
O prefeito afirmou que o município pretende buscar apoio do Governo de Santa Catarina para viabilizar uma área destinada à construção de moradias para famílias atingidas pelas cheias. A seleção dos beneficiários, segundo Hassan, deverá seguir critérios legais, considerando aspectos como vulnerabilidade social e análise individual de cada caso.
Moradias
O programa Casa Catarina, do Governo de Santa Catarina, também foi citado durante a apresentação das ações previstas para o município. A política habitacional é apontada pela Prefeitura como uma das alternativas para auxiliar na retirada de famílias de áreas sujeitas a inundações.
O número exato de novas unidades habitacionais mencionado durante a apresentação ainda deverá ser confirmado oficialmente pelo município e pelo Estado antes de ser considerado como dado definitivo.
Ação conjunta entre os municípios
Hassan também defendeu que possíveis intervenções relacionadas ao comportamento das águas sejam discutidas de forma conjunta entre Porto União e União da Vitória. Segundo o prefeito, ações realizadas de maneira isolada em um dos municípios podem produzir efeitos sobre a cidade vizinha devido às características da bacia hidrográfica do Rio Iguaçu.
“Com certeza, nós temos que trabalhar em conjunto”, afirmou Hassan.
A necessidade de estudos técnicos antes da execução de intervenções estruturais também foi destacada durante a visita.
Defesa Civil
Durante a agenda, Jorginho Mello destacou ainda investimentos realizados pelo Governo de Santa Catarina para fortalecer a estrutura das defesas civis municipais. Entre as ações citadas estão a entrega de veículos, drones e equipamentos, além de capacitações e simulados para preparar as equipes para situações de emergência.
O governador afirmou que, durante as enchentes, a prioridade é preservar vidas e atender as pessoas afetadas. Após a fase emergencial, segundo ele, devem ser avaliadas medidas permanentes para reduzir os impactos de novos eventos climáticos.
As propostas discutidas em Porto União ainda dependem de estudos técnicos, articulação entre os governos e definição das medidas que poderão efetivamente ser adotadas.
Fonte:Portal da Cidade
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