Uma série de assassinatos intriga a polícia: as vítimas não parecem seguir um padrão claro; Há homens e mulheres, jovens e idosos, pessoas de diferentes origens. Durante uma noite, a modelo Ingrid Knudsen (Brigitte Nielsen) acaba vendo o rosto de um suspeito. A partir daí, cabe ao tenente Marion “Cobra” Cobretti (Sylvester Stallone) protegê-la. Mas o que parecia obra de um único assassino pode ser algo muito maior: uma organização criminosa conhecida como Nova Ordem. Agora, Cobra terá de enfrentá-la. Ou será que a Nova Ordem é que terá de enfrentá-lo?
Dirigido por George P. Cosmatos, com roteiro de Sylvester Stallone e inspirado no romance Fair Game, de Paula Gosling, Cobra não é exatamente um filme reconhecido pela sofisticação do enredo. A trama é direta, os personagens são toscos, pouco aprofundados e o roteiro nem sempre se preocupa com sutilezas. Mas, convenhamos: o que isso importa quando Stallone está distribuindo socos e tiros para todos os lados?
E, se a ação não fosse suficiente, o filme ainda entrega diálogos que viraram marca registrada do gênero. Entre eles está a frase que resume perfeitamente o personagem: “Você é a doença, e eu sou a cura!”. É uma fala exagerada, quase caricatural e justamente por isso tão memorável.
O elenco reúne, além de Stallone e Nielsen, Reni Santoni, como o sargento Gonzales, e Andrew Robinson, como o detetive Monte. Brian Thompson interpreta o líder da Nova Ordem, um vilão feito sob medida para o confronto físico e a atmosfera sombria do filme. Nos bastidores, merecem destaque a fotografia de Ric Waite e a trilha sonora de Sylvester Levay, que ajudam a compor o visual carregado e o clima de ação típico dos anos 1980.
Apesar de algumas vezes soar um pouco datado, “Stallone Cobra” continua sendo um programa eficiente para quem procura ação direta, perseguições, tiroteios e pancadaria. É um retrato exagerado e estilizado do cinema de ação da década de 80.
Sylvester Stallone em seu estado mais puro.
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