Análise do Filme: A Carne e o Diabo. (1926)

Critica de Filmes

Dirigido por Clarence Brown e estrelado por Greta Garbo, John Gilbert, Lars Hanson, Barbara Kent, William Orlamond, Marcelle Corday, Marc McDermott e George Fawcett.

O filme é adaptado do Livro Es war, do autor Hermann Sudermann, O livro se chamava: Era assim, e o autor era austríaco. A história do livro é ainda mais sombria, mas a MGM deu uma suavizada em alguns elementos para o público norte-americano.

Foi esse filme que transformou Greta Garbo em uma lenda. Foi seu primeiro sucesso em Hollywood. E ela sempre fazendo papel de uma mulher misteriosa e fatal (algumas vezes).

Também foi nesse filme que John Gilbert e Greta Garbo se apaixonaram imensamente nas gravações. A química explosiva entre os dois era real. John Gilbert queria casar com a Greta Garbo e até chegou a marcar a data, mas ela fugiu e sumiu deixando todos esperando.

Esse filme era para ter o foco entre a amizade de Leo Von Harden (John Gilbert) e Ulrich Von Eltz (Lans Hanson), mas Garbo com seu magnetismo e acabou se tornando o centro emocional do filme.

Eu revi esse filme há alguns meses. E fiquei encantada com o papel de Greta Garbo. Está aí uma perfeita Femmale Fatale. E como ela seduzia de uma forma tão brilhante. Não era a toa que ficou conhecida como Divina. Ela era realmente divina. Uma das melhores atrizes suecas de todos os tempos.

No final do século 19, dois amigos inseparáveis: Leo e Ulrich servem juntos no exército e crescem lado a lado como irmão de alma. Eles tinham uma amizade tão linda e profunda. E marcada por uma lealdade absoluta e uma confiança inabalável.

Durante uma licença do qual Leo até volta para a casa da família, ele conhece a sedutora e misteriosa Felicitas (Greta Garbo), uma linda mulher, de aura enigmática e um charme irresistível.

Só que Felicitas é casada, e com um conde influente. Algo que Leo ainda não sabe e acaba se envolvendo com ela em um romance proibido. Quando o marido de Felicitas descobre a traição, provoca o Leo para um duelo mortal.

Leo o vence, mas é enviado para o exílio militar em uma ilha como uma consequência do que cometeu. E é aqui que a coisa descamba de vez ou “engrossa mais o caldo”.

Enquanto Leo serve sua pena nessa ilha, Felicitas que estava viúva e livre, se aproxima de Ulrich. Carente e extremamente encantadora, ela encanta o amigo de Leo que não sabe de nada o passado dela com o seu melhor amigo.

E assim que Leo finalmente volta, descobre que Felicitas agora está noiva de Ulrich, seu melhor amigo e irmão de alma. O reencontro dos três cria um turbilhão de emoções e sentimentos.

A amizade entre os dois que antes era indestrutível, agora foi abalada por Felicitas, que consegue manipular as emoções dos dois homens.

Ambos passam a disputar sua atenção sem imaginar que ela nunca se desvinculou totalmente de Leo, e isso alimenta ainda mais o conflito.

A trama alcança o clímax quando esse triângulo amoroso pode se tornar algo mortal. A revelação da verdade coloca os dois amigos diante a um duelo trágico. Felicitas, fica desesperada e tenta impedir o confronto, mas o destino já tinha colocado a mão. Enfim é um final dramático e marcante para todos os envolvidos.

Esse é o tipo de filme que te faz refletir, pensar e ver o que é importante para você, qual é o seu propósito de vida. Entre outras coisas.

Mas e para vocês? O que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo e até a próxima matéria.

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