Análise do filme: A Dama da Noite. (1925)

Critica de Filmes

Dirigido por Monta Bell e estrelado por Norma Shearer, Dalle Fuller, Malcolm McGregor, Fred Esmelton e Betty Morrissey.

Esse filme foi o primeiro que eu vi com a Norma Shearer. A grande Norma. Essa atriz canadense era uma das estrelas do cinema. Um pouco antes da década de 20 até sua aposentadoria em 1942, era muito conhecida. Foi casada com Irving Thalberg até a morte dele em 1936 e foi considerada a primeira dama da MGM. E ganhou um Oscar de melhor atriz em 1930 pelo filme: A divorciada. Por que estou dizendo tudo isso? Porque fiquei encantada com seu desempenho e talento.

No filme A Dama da noite, ela fez um papel duplo. Flor de Lys, uma mulher rica, feliz, amada e protegida. E Molly Helmer (seu pai era criminoso e foi preso logo depois do parto). Há uma cena bem inovadora na época. No qual Flor de Lys e Molly se abraçam. A outra atriz que faz seu dublê é nada mais que Joan Crawford. Essa cena foi muito bem feita e te emociona.

Mas vamos falar desse grande filme feito na era muda de Hollywood. Eu sei que sou suspeita para falar desse filme, já que considero Norma Shearer uma das melhores atrizes não somente no cinema mudo, mas também da era dourada de Hollywood.

A trama acompanha a história de duas jovens mulheres que, apesar de nascerem no mesmo dia e na mesma maternidade, cresceram em mundos completamente opostos. O interessante é que as duas tinham também temperamentos diferentes.

A única coisa que ficou faltando para mim foi eles não terem feito as duas terem qualquer tipo de ligação parental ou sanguínea. Já que as duas foram interpretadas pela mesma atriz.

Então Flor de Lys é aquela jovem que cresceu cercada de carinho, boas escolas e conforto. Já Molly foi criada em um reformatório. Isso é apenas o ponto de partida dessa história.

Alguns anos se passam depois do nascimento de ambas. E seus destinos voltam a se cruzarem. E isso foi por um mesmo homem. David Page (Malcolm McGregor), um jovem inventor talentoso.

Molly é uma dançarina em um barco e vive à margem da sociedade. Apesar de aparentar durona, tem um lado sensível e sente uma profunda solidão. Ela conhece David e se apaixona por ele. E vê nele, alguém que poderia vir a ter um futuro melhor e mais feliz.

Já Flor de Lys é uma mulher refinada, vive com a alta sociedade. Ela também se interessa por David e fica encantada pela sua inteligência e pelo idealismo dele. Ele é um cara sonhador e pensa alto. Flor de Lys pode ajudá-lo economicamente, por possuir bens materiais.

E David? Ele está obcecado em aperfeiçoar um de seus inventos e acaba se envolvendo com ambas as mulheres, mas de maneiras distintas. Ele se sente atraído pela delicadeza e firmeza de Flor, porém também gosta da força e vulnerabilidade de Molly. Nesse momento, surge um dilema e um clima carregado de tensão emocional. Flor de Lys tem um amor idealizado por ele. E o vê como parceiro de vida. Já Molly o enxerga como sua única chance de redenção. Uma última chance de ser feliz.

Ao perceber que Flor pode oferecer a David um futuro muito mais estável e respeitável, Molly abre mão do homem que ama. Reconhecendo que sua vida marcada por dificuldades poderia prejudicá-lo. Essa renúncia transforma Molly na heroína trágica, cujo amor é tão profundo, mas que também pode ser trágico e prejudicial.

E o que isso quis dizer? Molly ficou perdida na escuridão da noite e mesmo assim decidiu agir por amor e abrir mão da sua própria felicidade ou redenção em troca da felicidade de quem amava: O David.

Esse melodrama foi um dos mais elogiados da década de 1920 e foi um marco na carreira de Shearer. Quem hoje em dia faria isso?Abrir mão da sua própria felicidade em prol de quem se ama? Enfim é um filme que me faz pensar e muito sobre a vida.

E você? O que você achou do filme? Quem quiser comentar abaixo, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.

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