Análise do filme: A um passo da eternidade de 1953.

Critica de Filmes

Dirigido por Fred Zinnemann e estrelado por Burt Lancaster, Deborah Kerr, Frank Sinatra, Montgomery Clift e Donna Reed.

Hoje (02/11) seria o aniversário de Burt Lancaster e como sabem, sou uma mulher clássica… kkkk. E como tal, não poderia deixar de citar e comentar de um filme com esse grande ator e produtor. Na verdade, sou muito fã também de Deborah Kerr (uma das paixonites do meu pai), Frank Sinatra e Montgomery Clift. Fora Donna Reed. E bem… Estou falando de um passo da eternidade. Há uma cena icônica que mesmo quem não viu irá se lembrar. A cena do beijo de Deborah Kerr e Burt Lancaster na praia. Essa cena é uma das mais famosas do cinema.

O filme se passa no Hawaí em 1941. E foi antes do ataque japonês a Pearl Harbor. A trama retrata a vida dos soldados norte-americanos em tempos de paz? (talvez uma falsa paz), fala de autoritarismo militar. A busca pela dignidade individual dentro de sistemas opressores, isto é, fala de dilemas morais, de amores proibidos.

Robert E. Prewitt (Montgomery Clift) é um soldado que foi recentemente transferido para o regimento de infantaria do Quartel. Ele é um ex boxeador talentoso, mas ao cegar um amigo acidentalmente em uma luta decide nunca mais lutar. Dana Holmes (Philip Ober) é o seu novo comandante e deseja que Robert represente a companhia nas competições de boxe do Exército. Prewitt recusa e a partir daí começa a sofrer perseguições, humilhações e punições constantes de seus superiores e colegas.

A única pessoa que fica ao seu lado é o amigo Angelo Maggio (Frank Sinatra), um soldado carismático e irreverente e Lorene (Donna Reed), uma mulher que trabalha em um clube noturno. Robert se apaixona por Lorene. Ela sonha em juntar dinheiro e abrir um lar respeitável em outro lugar. E a relação do casal mostra o contraste entre o ideal romântico e a dura realidade da sociedade militar e moral da época. (Década de 1940)

Há ainda uma outra história paralela. E fala do Sargento Milton Warden (Burt Lancaster) e da sua amante, Karen Holmes (Deborah Kerr). Karen não é nada feliz no casamento. E vive uma vida amargurada. Seu marido também a traiu, várias vezes e Karen tem um trauma que a deixou emocionalmente ferida. O romance de Milton Warden e Karen Holmes é intenso, porém impossível. E isso é mostrado na cena da praia, já citado por mim.

O filme também mostra Angelo Maggio entrar em conflito com o sargento Judson (Ernest Borginie), um carcereiro cruel. E as cenas reforçam a crítica ao autoritarismo e a violência dentro das forças armadas.

Bem, Robert Prewitt tem o arquétipo do herói trágico e integro. Sua recusa em voltar a lutar, mesmo sendo humilhado e sofrendo punições severas, mostra fidelidade a si mesmo. Ele não se vende facilmente. Seu amor por Lorene é uma tentativa de encontrar amor, carinho, ternura fora do ambiente do quartel.

Já o Milton Warden, é um homem que entende as regras do sistema, porém não acredita nelas. Ele é admirado, competente e forte, entretanto é preso a estrutura que despreza. Seu romance com Karen é uma rebeldia emocional. Warden racionaliza muito e sabe que esse romance é impossível. Ele representa o conflito entre o desejo e o poder. Warden tem sede de liberdade só que isso nunca se realiza.

Eu vou ficando por aqui. O que vocês acharam? Quem quiser comentar abaixo fique a vontade. Até a próxima, beijos.

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