Análise do filme: Aurora. (1927)

Critica de Filmes

Dirigido por FW Murnau e estrelado por George O’Brien, Janet Gaynor, Margaret Livingston.

Esse filme é considerado por muitos uma obra prima do cinema mudo e do diretor, Murnau. Esse drama romântico usa expressionismo alemão e é pura poesia visual. A trama conta uma história universal sobre amor, tentação e redenção.

A história acompanha a vida de um homem (George O’Brien) e sua esposa (Janet Gaynor), um casal simples que vive em uma pequena comunidade rural. Com a chegada de uma mulher da cidade (Margaret Livingston), o relacionamento do casal da uma estremecida. Essa mulher é sedutora, moderna e enigmática que passa o verão no campo. 

E durante esse tempo que passa no campo, essa mulher de fora começa a ter um caso com o homem casado. Ela o seduz com seus modos sofisticados e sua sensualidade. Em um momento de extrema manipulação, essa mulher o convence a dar um fim em sua esposa. E chegou a sugerir que a levasse de barco e a deixasse se afogar. E assim parecia um acidente.

O homem fica confuso, dividido entre a tentação e a culpa. No final, o homem concorda com a ideia e chama a esposa para um passeio de barco. Mas a sua esposa, logo percebe que há algo errado em seu comportamento. Na hora H, o homem hesita e não consegue ir adiante ao plano. A esposa, aterrorizada, foge assim que eles saem do barco.

A partir daí, o homem cai em si a besteira que ele quase fez e os dois passam por um processo intenso e delicado de reconciliação. Ele tenta de todas as formas recuperar a confiança da esposa.

Eles vão até a cidade grande e caminham de mãos dadas, tiram fotos em um estúdio, dançam em um restaurante, participam de uma festa de casamento e assim a ternura que um dia os uniu, os reúne. A atmosfera da cidade, vibrante e cheia de vida, contrasta com a escuridão emocional que ambos sentem no início. E funciona como uma metáfora para a redescoberta do amor dos dois.

Ao voltarem para a tempestade do campo já reconciliados, acontece algo inesperado. A esposa desaparece nas águas revoltas, e o homem se sente culpado e acredita ser o causador de sua morte. Mas dessa vez sem a intenção. Desesperado, ele culpa a mulher da cidade e ambos têm uma briga feia quase se tornando fatal.

Só que a esposa não tinha morrido. Ela foi encontrada viva e resgatada pelos moradores que vivem perto do rio. O casal volta a se reunirem e a mulher da cidade? É esquecida ao amanhecer. Derrotada, sozinha.

E com a imagem simbólica do sol nascendo, o filme termina. E reforçando a ideia de que o amor pode renascer se for para acontecer e nem mesmo a tempestade ou a maior escuridão que existe pode detê-los.

Muitos podem achar um tema simples demais, porém a trama traz um olhar otimista sobre amor e redenção. Janet Gaynor está ótima aqui como a esposa. O que mais gosto no filme? Além do olhar otimista? As metáforas e o simbolismo presentes no filme em vários momentos.

E vocês? O que acharam? Lembrando que Janet Gaynor ganhou o primeiro Oscar da história de melhor atriz por esse filme. Bem… Eu espero que vocês tenham gostado. Um beijo a todos e até a próxima matéria.

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