Análise do filme: Carol (2015).

Critica de Filmes Natal

Dirigido por Toddy Haynes e estrelado por Cate Blanchett, Rooney Mara, Sarah Paulson, Kyle Chandler, Jack Lace e Ann Reskin.

Esse romance dramático é atualmente um dos melhores filmes lgbtqi+ natalinos. E eu não poderia deixar de fora. No festival de Cannes em 2015, Rooney Mara ganhou o Prêmio de melhor atriz, e também recebeu o prêmio Queer Palm, um prêmio especial para os filmes com o gênero LGBTQI+ e mais alguns prêmios. E para mim, foi merecido.

A trama é ambientada em Nova York dos anos de 1950. E acompanha a vida de Therese Belivet (Rooney Mara), uma jovem funcionária de uma loja de departamentos. Therese sonha em ser fotógrafa. Carol Aird (Cate Blanchett) é uma mulher mais velha, culta, elegante, rica e que vive um casamento arruinado há anos. Um casamento de fachada? Carol não é feliz no casamento.

A história começa quando Therese, trabalhando na seção de brinquedos durante o Natal, atende Carol. Ela está procurando um presente para a sua filha. E no momento em que elas começam a conversar, ambas sentem uma conexão. Um laço que nenhuma das duas perceberam no momento. Depois de ter comprado o presente, Carol acaba esquecendo suas luvas na loja. Therese guardou as mesmas consigo e avisou a outra mulher sobre o que tinha acontecido. As luvas esquecidas abriu caminho para que ambas começassem a ter um contato maior.

E a partir daí, elas começam a se encontrar. Therese é atraída pelo charme, a elegância em falar, em se vestir e a fragilidade que a mulher mais velha passava. Um conflito com Harge (Kyle Chandler), marido de Carol. Que a acusa de ter tido envolvimentos impróprios com sua amiga Abby (Sarah Paulson). E ele tenta usar isso contra Carol e a fazer perder a batalha pela guarda de sua filha, Rindy.

Quando as pressões legais e sociais se intensificam, Carol decide fazer uma viagem de carro pelo interior dos Estados Unidos, e convida Therese para acompanhá-la. A viagem se transforma em um refúgio emocional, e um período de autodescoberta e algo muito mais íntimo entre as duas. A cena que as duas se entregam a paixão e têm uma noite de amor é muito bem feita.

No entanto, o casal é secretamente vigiado por um detetive particular que as expõe de uma maneira bastante dolorida.

Forçada a escolher entre lutar judicialmente pela guarda da filha ou viver sua verdade sexual e emocional, Carol toma uma decisão que redefine seu destino. E Therese? Ela confronta seus próprios desejos, e tendo um amadurecimento pessoal, profissional, emocional.

Enfim, é um filme sensível que aborda o amor como uma descoberta de identidade. Ambas acabaram se autodescobrindo o que elas realmente eram e o que queriam em um relacionamento. Therese, no início do filme não sabia o que queria e nem o que era. Tinha um relacionamento morno, um emprego que não lhe satisfazia e tinha várias dúvidas sobre a vida. Quando conhece Carol, ela descobre seus verdadeiros desejos, sua identidade afetiva e sua criatividade.

É como se o amor fosse um chamado para elas mesmas. E que a fizeram amadurecer durante o processo. O filme mostra como o moralismo dos anos 1950 sufocava qualquer outra forma de amor que fugisse do padrão considerado normal na época. A sociedade tentava enquadrar as mulheres em papéis rígidos, e qualquer desvio era castigada. As mulheres que desviavam do “normal” eram punidas e isso foi bem colocado no filme. Infelizmente, Carol vivia em um mundo de aparências, convenções sociais e por que não? Em uma prisão de ouro.

E quanto ao desejo? Aqui é apenas sugerido em olhares, gestos, toques delicados. O desejo é algo emocional, delicado e íntimo. Aqui o mais importante não é só o corpo, mas a ligação que há entre as duas. É algo muito mais profundo e íntimo. E foi no Natal que tudo aconteceu. Então o Natal nesse filme marca o nascimento de uma nova identidade e oportunidade para ambas.

E o que vocês acharam desse filme que fala sobre identidade, repressão, liberdade emocional, despertar do amor e do desejo? Lembrando que falou de uma época conservadora.

Bem, eu vou ficando por aqui. Quem quiser comentar algo abaixo, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.

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