Análise do filme: Diabolique. (1996)

Critica de Filmes

Dirigido por Jeremiah S. Chechik e estrelado por Sharon Stone, Chazz Palminteri, Isabelle Adjani, Kathy Bates, Shirley Knight e Allen Garfield.

Esse filme foi inspirado no clássico francês As Diabólicas de 1955. O filme de 1955 eram com os seguintes atores: Véra Clouzot, Paul Meurisse e Simone Signoret. Um grande clássico. Confesso que tenho que rever esse filme. Faz muito tempo que assisti.

Diabolique é uma mistura de suspense psicológico com terror. Ele recebeu uma indicação ao prêmio Framboesa de Ouro, na categoria de pior revelação, para a atriz Sharon Stone. Esse filme mergulha em um clima de tensão constante, marcado por manipulação, paranoia e reviravoltas inesperadas.

Sinceramente não acho o filme ruim. Eu gostei da atuação de todos, mas sei que gosto é algo muito subjetivo e cada pessoa gosta de um determinado tipo de filme. Nessa época (1996) eu já tinha visto vários filmes da Isabelle Adjani. Inclusive ela é uma das atrizes francesas que mais gosto. Ela está no meu top 5 com certeza.

Confesso que quando aluguei a fita pela primeira vez, fiquei feliz de na época já ter 21 anos… E não 17 como foi com Instinto selvagem em 1992. É claro que li a sinopse. Eu sempre tento saber antes de eu ver qualquer filme. O engraçado é que toda vez que ouço o nome da Sharon Stone em algum projeto, eu penso que será algo erótico. Mas eu sei que ela fez outros tipos de filme também. A mente humana é engraçada.

Mas vamos lá… Vamos falar da trama em si… Ambientado em uma escola prestigiada nos Estados Unidos, a história gira em torno de Nicole Horner (Isabelle Adjani), é uma professora tímida e emocionalmente fragilizada, casada com o diretor da escola, Guy Baran (Chazz Palminteri). Guy é um homem cruel, manipulador e abusivo, que humilha Nicole diante de alunos e funcionários, e assim deixando a esposa mais fragilizada de forma física e psicológica.

A situação se agrava quando aparece Mia Baran (Sharon Stone), a ex-mulher de Guy. Uma mulher ousada, segura de si e igualmente marcada pela relação conturbada com ele.

Apesar de suas diferenças de personalidades e modos de pensar e se comportar, Mia e Nicole acabam se aproximando por compartilharem a mesma dor e terem a mesma mágoa, raiva, ressentimento contra Guy.

Unidas pelo desejo de se libertaram definitivamente do homem que as controlavam, elas arquitetam um plano para assassiná-lo. A ideia é que Mia envenene Guy durante uma visita à escola e, em seguida, esconda o corpo na piscina do colégio e fazer com que sua morte pareça ser um simples acidente.

O plano, aparentemente perfeito, é colocado na prática. Guy desaparece e tudo indica que ele está morto. No entanto, dias depois, seu corpo simplesmente desaparece, sem deixar quaisquer vestígios. E a partir desse momento, Nicole começa a viver um verdadeiro pesadelo psicológico.

Nicole passa a receber sinais perturbadores da suposta presença de Guy: ruídos estranhos, objetos fora do lugar e aparições inexplicáveis que a fazem questionar sua sanidade.  

E a partir daí ficamos em dúvida se era alucinação ou realidade e Isso se tornou cada vez mais intenso. Enquanto que a Mia começa a se comportar de forma cada vez mais ambígua e fazendo a Nicole suspeitar de que há algo muito maior por trás do plano inicial.

A investigação policial começa a se aproximar das duas. E um detetive começa a perceber que há inconsistências no relato das mulheres?

O que será que aconteceu? O que de fato houve? Mia traiu a confiança de Nicole? Nicole foi manipulada tanto por Guy quanto por Mia? Isso era um plano de Mia e Guy para levá-la a um colapso mental? E principalmente culpar Nicole algo que nunca aconteceu? Essas são as perguntas básicas que eu fiz a primeira vez que eu vi esse filme.

Diabolique expõe um jogo perverso de poder, manipulação psicológica e vingança. E mostra como a violência emocional e o abuso pode levar a pessoa a ter uma ruptura total da realidade.

Bem, e vocês? O que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.

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