Dirigido por Tony Scott e estrelado por Tom Cruise, Nicole Kidman, Don Simpson, John C. Reilly, Michael Rooker, Cary Elwes, Randy Quaid, Donna W. Scott e Robert Duvall.
Eu vi esse filme bem na época que lançou. E como eu fiquei esperando sair em VHS aqui no Brasil. Na época eu tinha 15 anos e era obcecada pelo Tom Cruise. Tudo que era sobre ele, estava eu vendo e dando o meu dinheiro da semana para trocar por pôster e até mesmo fotos dele.
Até o ano de 2000 vi todos os filmes que ele tinha feito. Se eu não me engano foi Missão Impossível 2. E em 1990 que eu conheci Nicole Kidman. E na época eu não gostava dela. Vocês sabem como é adolescente obcecada e despeitada. Eu me lembro de que cheguei a ver esse filme umas dez vezes naquele ano e no ano seguinte.
Eu também me lembro de que gravei esse filme em fita cassete e eu sempre assistia. E agora tenho uma versão autorada do filme. Mas ainda pretendo comprar uma versão original. De preferência em Blu-ray.
Robert Duvall fez aniversário ontem e eu gostaria de prestar uma homenagem a ele. Sei que aqui ele é apenas um personagem secundário, mas me marcou de certa forma. E acho que é o mais fácil para eu lembrar no momento.
Outra coisa que me marcou muito foi a trilha sonora. É uma música melhor que a outra. Mas enfim, vamos ao filme.
O filme acompanha Cole Trickle (Tom Cruise) é um jovem e talentoso piloto de corrida e que recebe um convite para se migrar ao NASCAR, a liga mais popular e que requer mais habilidade e responsabilidade dos corredores.
Cole é aquele tipo de cara que é extremamente confiante, mas muito impulsivo e às vezes age como adolescente. E ele entra em uma equipe onde o chefe Tim Daland (Rand Quaid) é o oposto dele. Tim é um homem experiente e rígido e tenta manter seus pilotos na linha.
Tim tem a orientação do antigo piloto Harry Hogge (Robert Duvall) que é também um lendário engenheiro. Harry por ser um homem extremamente experiente percebe o potencial de Cole, mas também seus defeitos: Sua arrogância, prepotência, dificuldade em trabalhar em equipe, achar que ele é o melhor em tudo (Quanta Imaturidade) e não entender quase nada sobre estratégia de corrida.
Mas, as coisas não era como ele pensava. Ele não estava acostumado a correr nas pistas do NASCAR. E quando ele chegou às pistas ovais, Cole enfrenta uma nova realidade. Onde a vitória depende de vários fatores: disciplina, resistência física, e cooperação com a equipe. A velocidade é importante, mas não é o essencial.
Mas Cole ainda age de forma muito imatura, ele não está preparado ainda para vencer as corridas, muito menos ser o campeão. Seu principal rival é Rowdy Burns (Michael Rooker), que é um piloto agressivo e tem uma postura competitiva parecida com a de Cole.
E o óbvio acontece: A rivalidade entre os dois cresce quase que instantaneamente. E os dois vivem arrumando confrontos e rixas, dentro e fora das pistas.
Durante uma corrida, Os dois carros colidem em um grave acidente, deixando Cole e Rowdy muito feridos. E enquanto se recuperava lentamente desse grave acidente, Cole foi obrigado a passar com um médico para entender e respeitar seus próprios limites físicos e emocionais. E isso foi a melhor coisa que aconteceu a ele. Pensem em um touro enfurecido! Ele precisava se acalmar e tentar agir com a razão, não somente com o coração.
E é nesse momento que ele conhece a Doutora Claire Lewicki (Nicole Kidman). Ela é a médica responsável pela sua recuperação. E ela começa a ajudá-lo a lidar com os medos, inseguranças e com a pressão psicológica para que ele em breve voltasse a competir.
Cole era um cara muito ambicioso e tinha um ego muito inflável. Então depois desse acidente ele teve que rever isso. Não é ruim ser uma pessoa ambiciosa, mas ele tinha que aprender ser mais racional mais reflexivo e entender que a gente não consegue assim de primeira. Isso exige esforço e muito treino e disciplina.
E enquanto ele se recuperava dos machucados físicos, Cole também estava tratando contra os traumas emocionais e psicológicos. Além de saber lidar com a possibilidade de nunca mais poder correr no mesmo nível. Afinal ele não tinha as características de um corredor de NASCAR.
Porém, sua relação com Harry se fortalece e o antigo corredor acaba meio que se transformando um mentor de Cole. E ele tenta ensinar ao jovem piloto que vencer é muito mais que cruzar a linha de chegada em primeiro lugar, mas entender o ritmo da corrida e principalmente respeitar os outros corredores e trabalhar em equipe.
Quando Cole volta a correr, ele terá que enfrentar Rowdy novamente. Que assim como ele sofreu muita dor e que passou por quase os mesmos problemas que ele.
Cole começa a sua redenção profissional e pessoal. E dessa vez, quer mostrar que é um homem e um corredor totalmente diferente. Bem mais amadurecido. Na corrida decisiva ele mostra que agora tem autocontrole e sabe o que é ter realmente um espírito competitivo.
Confesso que aos poucos eu fui percebendo as mudanças que aconteceram com o Cole, mas no final ainda tive um pouco de dúvida se ele seria capaz de se autocontrolar.
Mas e aí? O que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar sobre o filme, fique a vontade. Um beijo e até a próxima matéria.
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