Análise do Filme: Do Mundo Nada se Leva. (1938)

Critica de Filmes

Dirigido por Frank Capra e estrelado por James Stewart, Jean Arthur, Lionel Barrymore, Ann Miller, Dub Taylor, Edward Arnold, Spring Byington e Mischa Auer.

Essa comédia romântica e social e que acompanha o encontro de dois mundos completamente opostos: o da excentricidade calorosa da família Sycamore e o da frieza pragmática da família Kirby. Uma família milionária e famosa no setor financeiro.

Eu adoro esse filme e revi há pouco tempo. James Stewart era um ótimo ator e é um dos meus preferidos e vê-lo trabalhando ao lado de Lionel Barrymore tem um carinho a mais. Jean Arthur também está ótima no papel.

E mesmo não sendo um filme natalino, fala em momentos familiares então vai servir para a ocasião.

Alice Sycamore (Jean Arthur) é a pessoa “menos caótica” da família Sycamore e é cheia de talentos improváveis. Seu avô, Martin Vanderhof (Lionel Barrymore) é o patriarca que abandonou a vida corporativa para viver de forma simples, valorizando apenas aquilo que traz alegria.

Na casa dos Sycamore, todos são livres para seguir suas paixões: a mãe escreve peças que nunca termina uma única peça. O pai experimenta fogos de planejamento no porão. A irmã pratica balé sem cooperativa. E todos vivem felizes dessa maneira.

Alice trabalha como secretária em uma grande cooperação e se apaixona por Tony Kirby (James Stewart), filho do poderoso e rígido banqueiro Anthony P. Kirby (Edward Arnold). Tony é um homem gentil, idealista e claramente fascinado pelo modo de vida leve e espontâneo dos Sycamore. Isso é algo que contrasta brutalmente com a formalidade sufocante dos Kirby.

Quando Tony pede Alice em casamento, surge a grande questão. “Como unir duas famílias tão diferentes?”.

O senhor Kirby está envolvido em um projeto para comprar todas as casas de um bairro. Incluindo a casa dos Sycamore para expandir os seus negócios. E os Sycamore resistem à venda, valorizando sua liberdade e a sua casa acima de tudo.

E para piorar ainda mais, Tony decide apresentar sua família à de Alice, um dia antes do planejado. O que transforma numa visita totalmente caótica e constrangedora. Os pais de Tony chegam à casa em pleno caos. O choque cultura explode, e tudo piora quando a polícia aparece e acaba levando ambas as famílias para a cadeia em meio a uma confusão generalizada.

Depois dessa turbulência, Alice se sente envergonhada e decide se afastar de Tony. Eles são de mundo tão diferente que ela não vê solução para eles conseguirem coexistirem juntos. Enquanto isso, o Senhor Kirby aprende uma dura lição ao ver a frieza de sua própria vida constatada com a alegria natural dos Sycamore.

Senhor Kirby aprendeu sobre o verdadeiro valor da vida e como a gente “Nada leva” desse mundo. Ele enfrenta a sua ambição sem limites e percebe o vazio emocional que criou não apenas em sua vida, mas de sua família também.

E depois disso, Os Kirby se abrem para a simplicidade, o afeto e a espontaneidade. Tony e Alice finalmente conseguem unir os seus caminhos. O filme termina com um espírito festivo e humanista. E destacando que a verdadeira riqueza está nas conexões humanas, na alegria do dia a dia e na liberdade de ser quem se é de verdade. Não há liberdade melhor que essa.

Do mundo nada se leva venceu 2 Oscars: Melhor filme e Melhor diretor. E é considerada uma das comédias mais calorosas já feitas. E com a marca registrada de Capra: humor, humanidade, crítica social e uma mensagem otimista sobre a vida. E esse é um dos motivos que amo os filmes de Capra.

Mas e vocês? O que vocês acham do filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.

Loading

Compartilhe nosso artigo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *