Análise do filme: Martyrs (2008)

Critica de Filmes Terror

By Andréia Rodrigues . Terror/Mistério . 1h 39m

Quando falamos de filmes de terror, muitas vezes erramos em lembrar apenas de filmes norte americanos, deixando de lado obras de outros países, de outros continentes. Hoje vamos falar de um filme francês marcante, um dos maiores representantes do movimento new french extremity (filmes de Terror extremo que surgiu entre a década de 1990 a 2000…), Martyrs.

Esse filme trás uma premissa que parece simples no início, nos apresentando uma família tomando seu café da manhã tranquilamente, até serem atacados brutalmente por uma jovem que parece muito perturbada. Logo somos apresentados a essa jovem chamada Lucie (Mylenè Japanoi), que tem uma história trágica de ter sido sequestrada, e torturada por uma sociedade secreta.

Contudo, não estamos certos que seja verdade, já que a jovem é atacada constantemente por uma entidade estranha que apenas ela vê, causando machucados horríveis, o que põe sua sanidade em cheque. Até que somos apresentados a sua amiga Ana (Morjana Alaoui), que cresceu junto a Lucie em um orfanato, após sua fuga dos torturadores. Ana recebe a ligação de Lucie e vai até o endereço, onde encontra a amiga em meio a todos os corpos da família.

Ana ajuda sua amiga a se livrar dos corpos, contudo, durante o tempo que permaneceram na casa, Lucie continuou sendo atacada pela entidade, que para nosso espanto nada mais é do que a representação física da depressão, a vingança não trouxe paz para Lucie, que tira sua vida.

Ana descobre que a casa tinha alçapões, e que aquela família realmente fazia parte de uma sociedade secreta que torturava pessoas, para que elas bem próximas da morte se transformassem em Mártires, e pudessem ver o que existe na vida após a morte e contassem o segredo do que existe do lado de lá.

Ana é presa por essa sociedade, e a partir disso temos um filme com torturas físicas e psicológicas do início ao fim, com uma pequena pausa para a líder dessa sociedade a senhora Mademoiselle (Catherine Bégin), explicar que muitas pessoas já passaram por esses “procedimentos”, e quase conseguiram as informações, mas que com ela funcionará.

Temos aqui a representação da depressão, do medo, da dor, do trauma, da loucura, da resignação e temos espaço também para o amor. Não tem espaço nesse filme para comicidade e para esperança. Somos banhados com acontecimentos trágicos, e uma violência desmedida.

Os efeitos práticos são um deleite, e os efeitos digitais são muito difíceis de serem detectados. Com certeza não é um filme para todos os públicos por causa da temática que inclui tortura, violência, auto-mutilação e a finalização da própria vida.

O filme trás uma fotografia intensa, uma trilha distinta, e um final inesquecível, se você assistiu obviamente não tirou as imagens da mente e a mensagem.

Assim como várias obras de idioma que não é inglês, temos um remake norte americano Martyrs (2016), que trás a mesma premissa, com alterações que “americanizam” o filme, recomendo o original francês.

Agora no final dessa análise vou te escrever o sentido da vida, logo abaixo.

Comente se você assistiu ao filme, e o que achou? O que você acha que foi dito?

Diretor: Pascal Laugier

Elenco:

  • Catherine Bégin (Mademoiselle)
  • Xavier Dolan (Antoine)
  • Juliette Gosselin (Marie)
  • Mylène Jampanoï (Anna)
  • Morjana Alaoui (Lucie Jurin)
  • Robert Toupin (Père/Pai)
  • Patricia Tulasne (Mère/Mãe).

O filme Martyrs está disponível no catálogo Google Play Filmes: Disponível para aluguel ou compra, Apple TV: Disponível para aluguel ou compra, Amazon Prime Video (Loja): Embora não esteja incluído na assinatura Prime, você pode alugar ou comprar o filme na loja digital da Amazon.

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