Análise do filme: O preço da traição. (2009)

Critica de Filmes

Dirigido por Atom Egoyan e estrelado por Amanda Seyfried, Liam Neeson, Julianne Moore, Max Thieriot, Laura de Carteret e Nina Dobrev.

Esse filme é muito bom. Eu gostei desse drama psicológico com suspense erótico. E te faz lembrar-se de filmes como instinto selvagem entre outros onde há um personagem meio que obcecado pela outra pessoa.

Esse filme é uma refilmagem de um longa francês de 2003, chamado Nathalie X. Eu tenho esse filme (Nathalie X) e é bem interessante. Foi estrelado por Fanny Ardant, Gérard Depardieu e Emmanuelle Béart. E tem a mesma pegada do filme. E que elenco maravilhoso dessa versão francesa né. Qualquer hora eu escrevo sobre Nathalie X também.

A roteirista já tinha imaginado a Julianne Moore ao escrever. A personagem Catherine foi construída para ser interpretada pela Moore.

Em março de 2009, o ator Liam Neeson teve que interromper as filmagens para acompanhar sua esposa, Natasha Richardson, após um grave acidente de esqui. E alguns dias depois, ela faleceu.

Parte do cronograma precisou ser readaptada e o roteiro foi modificado para que as cenas do Liam Neeson fossem concluídas em apenas dois dias. A urgência de terminar as cenas dele, pode ter carregado as cenas com um tipo diferente de emoção, talvez intensificando a sensação de fragilidade, culpa ou descolamento. E isso talvez contribua com a dinâmica de traição e a desconfiança do filme.

Mas vamos ao filme. A trama é uma mistura de drama psicológico intenso com suspense erótico. Essa trama explora temas como desejo, insegurança, manipulação e os limites de confiança dentro de um casamento.

Catherine Stewart (Julianne Moore) é uma ginecologista bem sucedida que começa a suspeitar que seu marido, David (Liam Neeson), um professor universitário carismático e frequentemente ausente, está tendo um caso extraconjugal.

Essa desconfiança surgiu quando David se atrasou um pouco para a comemoração de aniversário deles. Isso foi o suficiente para despertar inseguranças antigas em Catherine e reacender um sentimento de exclusão que ela há muito tenta entender.

Ao confrontar o marido diretamente, Catherine toma uma decisão impulsiva e perigosa. Ela contrata Chloe. (Amanda Seyfried), uma jovem acompanhante de luxo, para seduzir David e relatar tudo o que aconteceu entre eles. A ideia era apenas “testar” o marido, ver se ele era fiel ou não, mas a situação foge do controle.

A cada encontro com Chloe, Catherine ouvia relatos detalhados e sensualmente perturbadores sobre os supostos envolvimentos da jovem com o David. Essas coisas provocavam em Catherine um misto de dor, confusão, ciúmes, motivação e fascínio. E aos poucos, a relação entre as duas vai se tornando cada vez mais íntima e ambígua. E isso mostrou uma forte instabilidade emocional de ambas.

Enquanto isso, David continua aparentemente alheio a trama armada pela esposa, reforçando a dúvida sobre o que é real e o que é imaginação ou manipulação por parte de Chloe. A jovem parece estar cada vez mais obcecada por Catherine, revelando um passado solitário e uma necessidade intensa de conexão, o que a torna imprevisível e perigosa.

Confesso que na primeira vez que vi esse filme o meu sinal de alerta já tinha piscado nesse momento e tinha percebido que estava acontecendo algo muito forte, sério e profundo. Era como se Chloe contasse suas fantasias eróticas para a Catherine.

As duas acabam se envolvendo sexualmente. Elas acabam dormindo juntas em uma noite. E a situação piora quando segredos vêm a tona, mentiras se cruzam e a linha entre vítima e manipuladora se torna difusa.

O desfecho é marcado por tensão e violência emocional, culminando em uma tragédia que obriga Catherine a enfrentar as suas próprias fragilidades, seus impulsos e as consequências devastadoras de suas escolhas.

Não temos como fugir das consequências das nossas próprias escolhas. Por quê? Porque uma hora ela vem com tudo e você é obrigada a enfrentar querendo ou não.

Enfim, é um filme que mergulha na mente de seus personagens explorando a insegurança no casamento, a idealização do desejo e a autossabotagem, conduzindo a todos nós para um jogo psicológico denso, perturbador e provocativo.

E o que você achou do filme? Essa foi a minha homenagem a Julianne Moore pelo seu aniversário. Hoje ela fez 65 anos. Parabéns Julianne. Vida longa e próspera.

Quem quiser comentar abaixo, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.

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