Direção: Colin Minihan
Elenco: Hannah Emily Anderson, Britany Allen, Joey Klein, Martha MacIsaac
Um terror psicológico envolvente, que nos surpreende do início ao fim
Um casal de lésbicas viaja para passar um fim de semana em uma bela casa, situada nas montanhas e próxima de um lago majestoso, com o intuito de celebrar um ano de casamento. Entretanto, rapidamente tudo muda, e o que era uma comemoração se transforma em rivalidade, e uma terá que lutar para sobreviver à outra.
Produção independente de baixo orçamento, com elenco superenxuto, apenas quatro atores, e rodado praticamente em apenas uma locação. O primeiro ato pode incomodar alguns, pois é lento, com planos e cenas mais contemplativas, e vagarosamente vai nos apresentando os personagens, a relação entre eles e o local. Também aos pouquinhos vamos descobrindo que algo de errado está acontecendo, algumas peças não encaixam.
Contudo, o roteiro é bastante criativo e original, prova disso é a virada para o segundo ato, que cai como uma bomba avassaladora, nos pegando completamente desprevenidos. A partir daí, o ritmo acelera e vai numa crescente até o final. Muito devido a uma direção de muito estilo e identidade, que utiliza enquadramentos precisos e criativos, obtidos a partir de ângulos e movimentos de câmera muito peculiares. A edição e montagem também colaboram muito ao dar dinamismo à narrativa, e por consequência gerar muita tensão, angústia e aflição à trama.
Entretanto, para algumas pessoas, o filme provoca uma profunda irritação com determinada personagem, por suas atitudes “burras”, ou pela simples falta de atitude, porém, no meu entender, isso se justifica, tanto pelo aspecto físico como psicológico, que ela se encontra devido ao contexto que vemos em tela.
Não há como deixar de destacar as atrizes protagonistas, ambas com excelente performance, agregando muita qualidade à obra.
“O Que Nos Mantém Vivos” é um terror psicológico envolvente, que nos surpreende do início ao fim, indicado especialmente para aqueles que buscam um filme mais “artístico”, diferente dos padrões dos enlatados genéricos e também dos blockbusters e grandes produções hollywoodianas.
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Parabéns pela análise, ainda não assisti o filme