Análise do filme “Pânico 6” (2023)

Critica de Filmes Terror

Uma sequência que consegue se reinventar, consolidando novos personagens muito carismáticos, mas infelizmente, por questões políticas não terá continuidade

“Pânico 6” (2023), dirigido por Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, é um filme que segue a fórmula já desconstruída dos slashers, criada por Wes Craven, mas com um toque mais sombrio e violento. A sequência se passa em Nova York, saindo dos subúrbios americanos, o que adiciona um novo tempero de perigo e tensão à trama. O elenco é composto por Melissa Barrera, Jenna Ortega, Courteney Cox, Hayden Panettiere, Mason Gooding e Jasmin Savoy Brown, que entregam performances convincentes e carismáticas. A química entre os personagens é excelente, especialmente entre as irmãs Sam e Tara, interpretadas por Melissa Barrera e Jenna Ortega, respectivamente.

O filme acerta em criar momentos de tensão e suspense, com algumas cenas de perseguição e assassinatos que são realmente impactantes. O Ghostface está mais brutal e impiedoso do que nunca, e as cenas de violência são mais explícitas e apresentando um “gore” bem mais chocante como ainda não havia aparecido nos longas anteriores. A franquia procura se reinventar, criando novos personagens e explorando temas como a saúde mental, a fama e a obsessão pelo terror, e isso funciona muito bem.

Uma das cenas mais emocionantes e tensas do filme é a sequência de ação que se passa nos metrôs de Nova Iorque. A cena é uma pequena maratona de suspense e ação, com os personagens principais lutando para sobreviver enquanto o Ghostface os persegue pelos vagões e plataformas do metrô. A direção de Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett brilha, utilizando ângulos de câmera inovadores e uma edição rápida para criar uma sensação de caos e desespero.

Entretanto, o filme também tem alguns problemas. Um dos principais é a disparidade entre a mortalidade dos personagens principais e secundários. Os protagonistas são quase que imortais, enquanto os outros personagens menos importantes acabam morrendo com muita facilidade, o que pode ser frustrante para o espectador e abusar da necessidade de suspensão da descrença.

Além disso, a notícia de que Melissa Barrera foi boicotada e que Jenna Ortega decidiu não continuar na franquia é um duro golpe para a série. Pânico 7 terá que retornar ao início, com a personagem icônica de Sidney Prescott, interpretada por Neve Campbell (após a mesma ter sido esnobada), o que é um retrocesso na sequência da franquia. É um exemplo de como a política e a controvérsia podem afetar a criatividade e a direção de uma franquia.

Mesmo desgostoso com os rumos tomados, sigo aguardando “Pânico 7”, torcendo que consiga contornar essa turbulência e mais uma vez acerte e mantenha a franquia nos trilhos, para alegria de seus milhares de fãs, entre os quais, eu me incluo.

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