Análise do Filme: Quero Ser Grande. (1988)

Critica de Filmes

Dirigido por Penny Marshall e estrelado por Tom Hanks, Elizabeth Perkins, David Moscow, Jared Rushton, Robert Loggia, John Heard, Mercedes Ruehl e Tracy Reiner.

Esse filme é responsável pela primeira indicação de Tom Hanks ao Oscar. E eu tenho certeza que muita gente com mais de 30 anos irá recordar com muito saudosismo e carinho de uma época que via essa comédia infantil em programas de televisão em rede aberta.

A trama acompanha Josh Baskin (David Moscow), um garoto de doze anos que vive as inseguranças típicas de um pré-adolescente. Ele tem uma estatura baixa para sua idade e ainda está tentando encontrar seu lugar no mundo.

Josh sente uma profunda decepção e extremamente chateado quando é impedido de entrar em um brinquedo no parque de diversões por não ter altura o suficiente. E ainda mais na frente de Cynthia, uma menina de quem ele gosta.

Humilhado e frustrado, ele encontra uma máquina de desejos bem misteriosa e porque não? Sinistra, e faz um pedido impulsivo: “Quero ser grande”. Josh não imaginava que seu desejo seria levado ao pé da letra.

Na manhã seguinte, Josh acorda no corpo de um homem de cerca de 30 anos (Tom Hanks), enquanto por dentro continua sendo o mesmo garoto confuso. Desesperado, ele busca ajuda do melhor amigo, Billy (Jared Rushton) e juntos tentam entender como desfazer esse feitiço.

E para piorar, a máquina Zoltar que tinha realizado esse pedido, desapareceu do parque. E Josh foi obrigado a assumir uma vida de adulto temporariamente até achar um jeito de voltar ao seu corpo original.

Sem documentos e sem saber exatamente como funciona o mundo dos adultos, ele acaba conseguindo um emprego em uma grande empresa de brinquedos, a MacMillan Toys. Graças as suas contribuições infantis e a verdadeira paixão que demonstra pelos produtos.

Josh tem uma visão espontânea e criativa e isso chama a atenção do dono da empresa. E logo, Josh sobe rapidamente de posto nessa empresa.

E é nesse ambiente que ele conhece Susan Lawrence (Elizabeth Perkins), uma executiva ambiciosa, mas que se encontra emocionalmente perdida. Susan se encanta pelo olhar genuíno e leve de Josh, sem compreender que ele é, na verdade, um garoto.

A convivência com Susan expõe Josh a sentimentos e responsabilidades que ele nunca imaginou enfrentar. Ele nem estava preparado a enfrentar compromissos e responsabilidades de adultos. A única coisa no qual era adulto era o corpo. Tirando isso, Josh era um adolescente.

E conforme sua nova vida adulta avançava, Josh se via cada vez mais decidido entre o fascínio do mundo adulto: liberdade, dinheiro, romance, respeito e a saudade cada vez mais crescente de sua família, de Billy e da própria infância.

Quando descobre o paradeiro da máquina Zoltar, aquela que atendeu o seu pedido impulsivo de ser grande, Josh precisa decidir qual caminho tomar. Se ele volta a ser um menino de doze anos ou se permanece no corpo adulto que tanto lhe abriu portas e realizou sonhos que nem sabia existir.

O filme culmina em uma decisão comovente, na qual Josh escolhe recuperar a sua verdadeira idade e voltar a viver sua infância como ele fazia antes.

Susan fica emocionada e acaba percebendo a verdade e o deixando ir. E entendendo que aquela pureza que tanto a atraiu nele só era possível por ele ainda ser essencialmente um garoto.

Esse filme marcou gerações e gerações. E encanta a todos com sua história. Quem nunca sonhou em ser ou ter algo até de uma forma impulsiva? Josh amadureceu e muito durante a história e soube lidar muito bem como um adulto de 30 anos.

Esse é outro filme que emociona e que faz você sonhar e refletir sobre os prazeres da vida.

E quanto a vocês? O que vocês acham do filme? Quem quiser comentar sobre a trama, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.

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